Irã: país onde gays podem ser punidos com morte De acordo com a lei islâmica da sharia, relações homossexuais entre homens podem ser punidas com pena de morte. No Irã, há inúmeros relatos não contabilizados destas punições. Até beijos entre duas pessoas do sexo masculino podem render castigo físico. Para as mulheres, a punição são chicotadas.

Em 2019, o ministro das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã, Mohammad Javad Zarif, reiterou a justificativa do país em manter a lei que prevê a execução de homossexuais.

“Nossa sociedade tem princípios morais e vive de acordo com esses princípios. Esses são princípios morais com relação ao comportamento das pessoas em geral. E por isso que a lei é mantida e você deve obedece-las", disse Zarif.

Richard Grenell, o embaixador dos EUA na Alemanha, disse em uma entrevista ao Jerusalem Post na ocasião: “A Declaração de Direitos Humanos da ONU deixa claro que essas respostas do regime iraniano estão violando os princípios básicos da ONU. Os membros da ONU devem concordar com a Declaração para serem membros. Criminalizar a homossexualidade viola a Declaração, pura e simplesmente”.

Grenell - oficial do governo americano e homossexual assumido - disse ao Post em fevereiro que “71 países criminalizam a homossexualidade e oito vão matar pessoas apenas por serem gays. A administração Trump está lançando um novo impulso com nossos aliados europeus para acabar com esse ultraje dos direitos humanos”.

“No Irã, onde crianças de até nove anos podem ser sentenciadas à morte, adolescentes gays são enforcados publicamente para aterrorizar e intimidar outras pessoas. As terríveis ações do Irã estão equiparadas à brutalidade e selvageria demonstradas regularmente pelo Estado Islâmico ”, acrescentou.