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Psicóloga cristã emite nota de repúdio à música acusada de fazer apologia à maconha

Psicóloga, teóloga, cristã, educadora e especialista em Direitos Humanos, Marisa Lobo, assim como milhares de cristãos em todo o Brasil, não ficou satisfeita com a exibição de uma música que faz apologia à maconha no programa Encontro, apresentado por Fátima Bernardes, na TV Globo, em plena manhã. 



A canção “Verdinha”, da funkeira Ludmila, tem sido acusada de fazer apologia não só ao uso, como também ao plantio e tráfico da droga. A doutora Marisa Lobo, como coordenadora nacional do movimento #maconhanão decidiu publicar uma nota de repúdio a apresentação de Ludmila na atração global em horário livre.



Leia nota na íntegra

O Movimento #MaconhaNão vem a público manifestar repúdio à tentativa da Rede Globo em fazer apologia descarada ao plantio, tráfico e consumo de drogas, durante programa intitulado “Encontro com Fátima Bernardes”, programa diário, que é exibido no horário da manhã (11h).



A apresentadora Fátima Bernardes trouxe ao palco de seu programa a cantora de funk Ludmilla, que lançou a música Verdinha com letra sobre maconha, claramente uma apologia declarada e abusiva sobre a droga, não somente o uso, mas os crimes de tráfico e plantio, que são previstos no artigo 28 da lei 11.343 de 23 de agosto de 2006.



A cantora aparece como fazendeira em plantação de alface e canta ‘eu fiz um pé lá no meu quintal, tô vendendo a (tsc) grama da verdinha a um real’.



Apesar da plantação ser de alface, a alusão à maconha é direta, inclusive a cantora e o elenco fumam. A referência é o clipe de Pour It Up, da cantora americana Rihanna.



É abusivo um programa de TV em horário que crianças estão assistindo, um programa que diz ter a função de esclarecer a sociedade sobre diversos assuntos, fazer campanha declarada ao crime, em um momento que a ciência afirma os prejuízos cognitivos que a maconha causa no cérebro do adolescente, como é o caso da PESQUISA que foi publicada na revista científica THE LANCET, que afirma que menores de 17 anos têm risco 60% maior de não terminar o Ensino Médio devido ao uso precoce da maconha.



Outros estudos afirmam prejuízos cerebrais, cognitivos, devido ao fato de crianças e adolescentes ainda estarem em formação. Um estudo recente que avaliou os danos do uso de drogas por adolescentes revelou que a cannabis é mais prejudicial do que o álcool. O motivo para isso está no fato de que a maconha tem efeitos sobre o raciocínio, o comportamento e a memória, mesmo depois que as pessoas param de consumir a droga.



O estudo foi publicado no American Journal of Psychiatry e trouxe dados resultantes do acompanhamento de 3.826 estudantes a partir dos 13 anos de idade, que participaram de avaliações ao longo de quatro anos.



Outro fator a ser pontuado é que neste horário, famílias, crianças e adolescentes estão assistindo essa programação, pais permitem que seus filhos menores assistam TV, pois é um horário “inocente” na concepção das pessoas. Crianças estão sendo alienadas pela programação que tem em muitos programas conteúdos inapropriados, como esse dessa apresentação, que deve ser responsabilizada, por expor crianças a apologia ao crime.



Não podemos aceitar que passe impune mais esse descaso dessa emissora, que vem insistentemente provocando por meio de apologia às drogas toda a sociedade, colocando neste caso crianças expostas ao abuso infantil, já que claramente a música e as falas da apresentadora e cantora claramente induzem ao uso, plantio, tráfico já que concordam e elogiam a referida música “Verdinha”.