Irã promete vingar a morte do seu segundo mais importante líder O chefe da Guarda Revolucionária do Irã e um dos homens mais poderosos do país, Qassem Soleimani, de 62 anos, morreu em um ataque aéreo dos Estados Unidos em Bagdá. Outras sete pessoas também foram mortas e outras várias ficaram feridas.

O Pentágono confirmou o bombardeio e disse que a ordem partiu do presidente Donald Trump.

O iraniano é acusado por mortes de americanos no Oriente Médio. Segundo o governo dos EUA, o objetivo foi deter planos de futuros ataques.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, falou nesta sexta-feira (03) em vingar a morte de seu mais importante militar.

A morte de Soleimani tem um grande impacto em um momento de escalada de tensão entre os EUA e o Irã, que se reflete especialmente no Iraque.

Desde o fim de outubro, militares e diplomatas americanos foram alvo de ataques, e na semana passada um funcionário dos EUA morreu em um bombardeio com foguetes.

A crise se agravou na terça-feira (31), quando milicianos iraquianos invadiram a embaixada americana em Bagdá. Trump acusou o Irã de estar por trás da ação e prometeu retaliação.

A Guarda Revolucionária Iraniana é uma organização criada após a Revolução Islâmica de 1979. Na ocasião, o governo do país passou a ser supervisionado pelo clero. É uma espécie de exército paralelo que responde somente ao aiatolá Ali Khamenei, que ocupa o posto há 30 anos.