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EUA exigem que China liberte pastor condenado a 9 anos de prisão

Os Estados Unidos exigiram esta semana a "libertação imediata e incondicional" do pastor protestante Wang Yi, condenado na China, na segunda-feira (30), a 9 anos de prisão por "incitar à subversão".

"Me alarma que o pastor Wang Yi, líder da Igreja do Convênio Chuva Precoce de Chengdu, tenha sido julgado em segredo e sentenciado a nove anos de prisão por falsas acusações", assinalou o secretário americano de Estado, Mike Pompeo, em mensagem no Twitter.

"Pequim deve libertá-lo e acabar com a crescente repressão aos cristãos e membros de todos os demais grupos religiosos".

A porta-voz do departamento de Estado, Morgan Ortagus, qualificou a prisão de Wang como "outro exemplo da intensificação da repressão aos cristãos chineses e membros de outros grupos religiosos por parte de Pequim".

"Continuamos pedindo a Pequim que cumpra com seus compromissos e promessas internacionais feitas em sua própria Constituição para promover a liberdade religiosa entre todas as pessoas, incluindo os membros das minorias étnicas e religiosas...".

Este tipo de acusação é geralmente utilizado para calar dissidentes críticos ao governo e ao Partido Comunista.

Wang também foi declarado culpado de "operação comercial ilegal" por um tribunal de Chengdu, capital da província de Sichuan (sudoeste).

O líder religioso foi detido em dezembro de 2018 em uma operação das autoridades na qual desapareceram dezenas de membros de sua igreja "clandestina", ou seja, igreja que não segue as determinações do partido comunista.

A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) afirmou que a congregação de Wang é uma das maiores igrejas clandestinas da China e que os membros frequentemente se reúnem em suas casas.

“O partido pode prosperar durante um certo tempo, mas isto não pode durar eternamente”, escreveu o pastor na página do Facebook de sua igreja em 8 de dezembro de 2018, antes de ser detido.

No texto, ele critica o controle político da religião e comenta sobre a “desobediência não violenta”.

O regime comunista com frequência condena os opositores políticos durante as festas de fim de ano, aproveitando que os países ocidentais estão menos atentos.

A China do presidente Xi Jinping intensificou nos últimos anos o controle de todas as religiões, o que provocou a destruição de igrejas e o fechamento de escolas religiosas.