Presidente do STF libera gospel no Réveillon de Copacabana Fim da polêmica. A cantora gospel Anayle Sullivan abrirá a programação do palco principal do Réveillon de Copacabana, nesta terça-feira (31) às 19h. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, ontem a participação da cantora, que havia sido suspensa pela Justiça do Rio, após pedido da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, sob a argumentação de que o evento feria o princípio da laicidade do Estado.

A decisão original, em caráter liminar, havia sido mantida pela segunda instância, e a Prefeitura do Rio recorreu ao Supremo. Na decisão, Toffoli citou como exemplo o fato de ter impedido a apreensão de livros com a temática LGBT na Bienal e afirmou que a exclusão do show gospel seria uma forma de discriminação.

“Foram contratados para se apresentarem no evento diversos profissionais, de variadas expressões artísticas e culturais apreciadas no país, não se admitindo que a categorização em determinado estilo musical seja usado como fator de discriminação para fins de exclusão de participação em espetáculo que se pretende plural”, escreveu o presidente da Corte.

No recurso, a prefeitura do Rio argumentou que o show já estava contratado e que a divulgação já havia sido feita. A peça ressalta também que há no réveillon “diferentes tipos de manifestações culturais, inclusive com músicos que usam temas próprios de outros credos”.

“O estilo de música denominado gospel também decorre de matriz religiosa, no entanto, suplanta o conceito de mera música de ritual litúrgico, sendo gênero reconhecido do ponto de vista artístico, social e popular como manifestação cultural”, argumentou a Prefeitura do Rio.

A música gospel é a mais ouvida no Rio de Janeiro. Para a Riotur, empresa responsável pela programação do Réveillon do Rio de Janeiro, a inclusão de música gospel no evento apenas atende ao princípio da pluralidade, visto que a música cristã, como qualquer outra, representa os interesses de parte da população.