Publicidade

Vídeo em que homens encapuzados reivindicam ataque à sede do Porta dos Fundos pode ser chacota A Polícia Civil vai investigar o envolvimento de um grupo organizado no ataque à sede do “Porta dos Fundos”, na madrugada de terça-feira (24). Em um vídeo que circula nas redes sociais, homens encapuzados reivindicam a autoria da ação. A gravação exibe imagens do suposto ataque com coquetéis molotov praticado por três pessoas.

O material foi publicado pelo canal Ursal Network e retirado do ar pouco depois da meia-noite, mas é possível encontrá-lo em outros canais no YouTube quando se pesquisa exatamente pelo nome do grupo.

O secretário estadual de Polícia Civil, Marcos Vinícius Braga, recebe hoje (26), os atores do “Porta dos Fundos”.

O grupo que reivindica o ataque se autodenomina "Comando Insurgência Popular Nacionalista da Grande Família Integralista Brasileira". No vídeo eles aparecem mascarados e leem um manifesto enquanto imagens do ataque com coquetéis molotov são exibidas.

Um vídeo gravado por uma câmera de segurança identifica a placa da caminhonete onde estava parte dos criminosos que atacaram o prédio da produtora, no Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro. O material foi entregue hoje à polícia.

Agentes da 10ª DP (Botafogo), que investigam o caso, também vão buscar outras imagens na região. Ao todo, há seis câmeras que apontam para a entrada do prédio. Ainda esta semana, testemunhas do ataque serão ouvidas, como o segurança do prédio que conseguiu apagar o fogo.

O ataque à sede da produtora do “Porta dos Fundos’ foi repudiado pelo bispo-auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Antonio Augusto Dias Duarte. Para o representante da Igreja Católica, independentemente de posições favoráveis ou desfavoráveis, o que está por cima de tudo é o valor que Jesus dá a cada pessoa.

No ataque, os danos causados à produtora foram mínimos e também não houve feridos. Nenhum dos atores estava no prédio no momento da ação. E o princípio de incêndio foi rapidamente controlado pelo próprio segurança.

O grupo que reivindica o ataque até então era desconhecido. Não há relatos de ações anteriores cometidas por eles. Por isso, a polícia não descarta se tratar de uma chacota para colocar ainda mais em evidência a discussão entre cristãos e o grupo “Porta dos Fundos”, autor de um vídeo considerado blasfemo.