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Pastor Marco Feliciano fala em ser vice na reeleição de Bolsonaro O deputado e pastor Marco Feliciano (Podemos-SP), falou em entrevista à BBC News Brasil sobre a possibilidade de ser o vice na chapa do presidente Jair Bolsonaro na disputa pela reeleição.
Uma das maiores lideranças evangélicas do país, ele está de saída do Podemos. No entanto, não pretende entrar para o Aliança pelo Brasil, legenda que o presidente está construindo, porque reconhece que não seria boa uma chapa presidencial “puro-sangue” (com presidente e vice do mesmo partido). O deputado, que já chegou a pedir o impeachment do atual vice, general Hamilton Mourão, diz que está estudando convites de oito partidos.

"Existe uma notícia dada pela imprensa, né? Sobre o presidente querer um evangélico pra ser vice dele. Eu não sei como será, não sei se serei eu. Então, tem que ser feito um estudo, porque se eu estiver no mesmo partido, uma chapa pura talvez não seja tão interessante", afirma.

Feliciano, porém, se diz disposto a ajudar na tarefa do presidente de conseguir cerca de 500 mil assinaturas pelo país para fundar o novo partido. Se Bolsonaro pedir, diz, os evangélicos vão se mobilizar.
"Não precisa ser no próprio culto, a igreja pode marcar uma reunião extraordinária, pra não confundir a religião com a política, e o pastor contar o que está acontecendo e pedir pras pessoas irem até o cartório e fazer o registro. Isso é possível", explicou.

Na entrevista, fica claro o total alinhamento de discurso entre o deputado e o presidente. Questionado sobre as exaltações de Bolsonaro, um cristão, ao coronel Carlos Ustra, acusado de torturas durante a Ditadura Militar, Feliciano defendeu o uso da violência em nome da disciplina e disse que o regime que governou o país de 1964 a 1985 foi democrático.

"É cristão você pegar um chicote e espancar as pessoas? Jesus fez isso no momento oportuno quando necessário", respondeu, em alusão ao episódio narrado no Novo Testamento em que Jesus expulsou os “vendilhões” do Templo de Jerusalém.