Diploma digital prevê economia de até R$ 48 milhões ao ano

Para ter em mãos o tão sonhado diploma, atualmente os estudantes precisam esperar cerca de 90 dias. Mas, com a certificação digital, lançada nesta terça-feira (10), pelo Ministério da Educação (MEC), o acesso ao documento não deve levar mais do que 15 dias. Uma mudança que promete unir modernidade, praticidade, baixo custo, sustentabilidade, segurança e transparência.

Além de agilizar e desburocratizar a emissão, a novidade promete combater a falsificação e irregularidades no diploma, que vai ter um QR Code, um código de segurança.

O modelo digital vai valer para cursos de graduação no ensino superior público e privado.

Faculdades e universidades vão ter dois anos para começar a fornecer o documento. É o que explica o secretário de Ensino Superior do MEC, Arnaldo Barbosa.

Quem tem o diploma de papel poderá solicitar a versão digital na unidade de ensino superior onde se formou, como conta Jean Martina, professor da Universidade Federal de Santa Catarina, instituição que criou o projeto-piloto do documento.



Teste de execução



Todo o processo de emissão e registro do diploma foi feito em caráter de teste na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O projeto-piloto concluiu que o certificado físico custa R$ 390,26 e a versão digital, R$ 85,15.

Em 2018, as Universidades Federais formaram mais de 150 mil alunos. Só com este público, a economia estimada é de cerca de R$ 48 milhões/ano.

A pasta informou que vai acompanhar o processo de implantação do diploma digital. O documento ficará disponível no site da instituição de ensino superior e poderá ser visualizado a qualquer momento de um celular ou computador.