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Lava Jato investiga pagamentos de R$ 132 milhões da Oi Telemar à empresa de filho do Lula

Uma nova etapa da operação Lava Jato investiga empresas de um dos filhos do ex-presidente Lula.



Os procuradores apuram pagamentos, entre 2004 e 2016, no valor de R$ 132 milhões, da Oi Telemar para empresas do grupo Gamecorp/Gol.



O grupo edita livros, desenvolve aplicativos para celular e tem como sócios Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente, Jonas Suassuna, Kalil Bittar e Fernando Bittar.



A maior parte do dinheiro foi para a Gamecorp, de Fábio Luís, que, segundo os investigadores, não teria estrutura para desenvolver os serviços contratados.



A Lava Jato afirma que o dinheiro também foi usado por Fernando e Jonas para comprar o sítio de Atibaia em 2010.



O ex-presidente Lula já foi condenado em segunda instância no processo sobre reformas e decoração no sítio de Atibaia. Mas não é investigado na operação desta terça-feira (10).



 Os procuradores da Lava Jato investigam se, em troca dos repasses ao grupo Gamecorp/Gol, a Oi Telemar recebeu benefícios do governo federal. Eles listam como exemplo um decreto, assinado pelo ex-presidente Lula, que permitiu que a Oi comprasse a Brasil Telecom.



A Oi Telemar nega que tenha recebido qualquer benefício.



Além do sítio, a Lava Jato também investiga a compra de um apartamento por Jonas Suassuna, em 2009. De acordo com as investigações, ele gastou R$ 4,6 milhões para comprar e reformar o imóvel, mas a escolha da planta foi submetida a Fábio Luís.



O imóvel foi alugado para o filho de Lula por um valor abaixo do mercado, segundo a Receita Federal.



A Lava Jato identificou parte dos pagamentos na conta dos investigados. Fábio Luís e a Gamecorp afirmaram que a Lava Jato fez uma verdadeira devassa na vida financeira deles e não foi capaz de descrever uma única conduta criminosa e que a busca desta terça é fruto de uma soma de suposições e hipóteses.



Nove pessoas e 21 empresas são investigadas com base em documentos apreendidos em fases anteriores da Lava Jato. Os agentes cumpriram na terça-feira (10) 47 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo, Bahia e Distrito Federal.