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Aplicativo ajuda a identificar risco para câncer de pele A Sociedade Brasileira de Dermatologia divulga este mês o Dezembro Laranja, que é a campanha de prevenção ao câncer de pele. Este ano, o objetivo principal é alertar sobre os sinais do câncer de pele, para diagnóstico e tratamento precoces, aumentando as chances de cura. Um aplicativo desenvolvido no Brasil promete mais agilidade no diagnóstico do câncer de pele, ao utilizar fotos tiradas com celular.

A ferramenta foi criada por desenvolvedores do Instituto de Informática da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e do IEEE (Instituto de Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas).
Por enquanto, existe apenas um protótipo que está sendo testado na universidade.

“A partir da imagem capturada, esse software detecta e analisa a lesão da pele levando em conta a regularidade das bordas, as cores e o tamanho", explica o professor e coordenador do projeto Jacob Scharcanski, membro do IEEE. "Com essas características, ele diz se a lesão é potencialmente maligna ou não”, completa.

O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil – corresponde a 30% de todos os tumores malignos –, com 165.580 casos novos em 2018 e tem alta taxa de cura.

Por sua vez, o melanoma é o mais grave pelo alto risco de apresentar metástase, mas corresponde a apenas 3% dos casos de câncer de pele. A estimativa foi de 6.260 novos casos em 2018. Os dados são do Inca (Instituto Nacional do Câncer).

Hoje, o diagnóstico de lesões de pele é feito com um aparelho especializado chamado dermatoscópio. Ele só pode ser usado por dermatologistas treinados.

Já o aplicativo poderá ser utilizado por outros profissionais de saúde, como o clínico geral. Não é necessário ter iluminação ou qualquer outro equipamento especial.

Essa facilidade vai tornar mais rápido todo o processo pelo qual um paciente com câncer de pele deve passar – desde o diagnóstico até o tratamento. “Com isso, a chance de a pessoa ser curada é muito maior”, afirma Scharcanski.

Ainda não existe uma previsão para que a nova tecnologia chegue ao mercado, pois isso depende de investimentos do setor privado.