Quadrilhas atuam na venda de passagens do metrô no RJ Já se tornou comum pessoas nos acessos às estações de metrô do Rio de Janeiro abordando passageiros para vender bilhetes mais baratos. A passagem que custa R$ 4,60, nas mãos desses supostos vendedores sai por apenas R$ 4,00. No entanto, especialistas alertam que tanto quem vende quanto quem compra este tipo de bilhete está cometendo crime de estelionato, cuja pena varia de um a cinco anos de prisão.

Em setembro, a Polícia Civil prendeu sete pessoas envolvidas num esquema de fraude do vale-transporte Riocard. O prejuízo gerado pela quadrilha foi de cerca de R$ 2 milhões.

O bando utiliza cartões virgens e máquinas compradas no Paraguai para fazer a clonagem.

Segundo o delegado André Mahone, titular da 56ª DP (Comedador Soares), o bando tem migrado dos trens para o metrô, por conta da atualização do software das catracas dos trens que dificultou a ação deles. Os agentes têm monitorado a quadrilha que atua não só no Rio, mas também na Baixada Fluminense.

A MetrôRio afirmou que não compactua com a ação criminosa e que acionam o serviço de segurança quando flagra a ação.

Já a Fetranspor esclarece ter um controle rigoroso do sistema de bilhetagem eletrônica, que identifica movimentações consideradas fora do padrão de uso. As informações são compartilhadas com as autoridades de segurança e transportes, a fim de conter o estelionato.

As empresas vêm aumentando a tecnologia empregada nas catracas para evitar as fraudes. Além disso, um sistema de biometria facial vem sendo implantado por empresas do sistema Fetranspor, para tornar mais eficiente o controle.