Atentado à igreja em Burkina Faso deixa ao menos 14 mortos Homens armados executaram a tiros 14 fiéis de uma igreja protestante em Burkina Faso durante um culto neste domingo (1º). A minoria cristã desse país do oeste da África vem sendo alvo de violência jihadista desde 2015.

"Mais de uma dúzia de pessoas que participavam do culto de domingo foram mortas durante um ataque à igreja protestante em Hantoukoura", disse uma fonte da segurança na localidade, que fica no departamento de Foutouri, na fronteira com o Níger.

Este não é o primeiro ataque a templos cristãos em Burkina Faso, que tem registrado vários atentados jihadistas contra cristãos e igrejas desde 2015. Este ataque, "relatado por volta das 12h" (hora local), foi cometido por "cerca de dez indivíduos fortemente armados", que "executaram friamente os fiéis, incluindo o pastor da igreja e as crianças", descreveu a mesma fonte. De acordo com outra fonte, o número total de mortos chega a "14 pessoas, todas do sexo masculino".

O agrupamento militar de Foutouri já avançou com uma "operação de busca" para encontrar "vestígios dos assaltantes", que "fugiram em motocicletas", completou a fonte. Os ataques, atribuídos a grupos jihadistas contra igrejas cristãs aumentaram recentemente no Burkina Faso. Em 26 de maio, quatro fiéis foram mortos num ataque a uma igreja católica em Toulfé, uma cidade do norte do país. No dia 13 de maio, quatro católicos foram mortos numa procissão em homenagem à Maria, em Zimtenga, também no norte.

No dia anterior, seis pessoas, incluindo um sacerdote, foram mortas num ataque durante a missa numa igreja católica em Dablo, um município da província de Sanmatenga, ainda no norte do país. Em 29 de abril, seis pessoas foram mortas num ataque à igreja protestante de Silgadji, também ao norte. Em meados de março, o padre Joël Yougbaré, sacerdote de Djibo (norte), foi sequestrado por homens armados. No dia 15 de fevereiro, o padre César Fernández, missionário salesiano de origem espanhola, foi assassinado no centro do Burkina Faso.

Vários imãs muçulmanos também foram assassinados por jihadistas no norte do Burkina Faso desde que os ataques começaram, há quatro anos. Cerca de 30% da população de Burkina Faso segue o cristianismo. Os católicos representam 23,3%, enquanto os protestantes são 6,5%, segundo dados do CIA World Factbook. A maioria da população local pratica o islã.
* JPS/afp/lusa/ots