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Fósseis de cobras com patas confirmam teoria bíblica A história bíblica do fruto proibido - que discute como a serpente convenceu Eva a prová-lo, e como ela e Adão, que também comiam, foram posteriormente banidos do Jardim do Éden por Deus - é provavelmente uma das mais conhecidas narrativas da história da humanidade.

Como descrito em Gênesis, a cobra também recebeu punição divina. "Você vai rastejar de barriga e comer sujeira todos os dias da sua vida", diz Deus à serpente, implicando que, antes do evento, o animal tinha patas, semelhantes a outros animais.

Agora, um novo estudo publicado na Science Advances na semana passada lançou luz sobre a vida dos ancestrais de pernas de cobras.

Vários fósseis de um grupo de cobras extinto chamado "Najash", datado de 100 milhões de anos atrás, foram descobertos recentemente na Patagônia, Argentina.

O grupo recebeu o nome da palavra “nachash” que, tanto no hebraico bíblico quanto no moderno, se refere à cobra.

Conforme relatado pelo New York Times, os fósseis, que incluem vários crânios, parecem sugerir que as cobras podem ter perdido as patas dianteiras milhões de anos antes das patas traseiras.

"Esse crânio agora é o mais completo crânio de cobra mesozóico conhecido e preserva dados importantes sobre a anatomia da cobra antiga", disse o líder da pesquisa Fernando Garberoglio ao The New York Times.

A noção de que as cobras começaram como animais de quatro patas é aceita pelos cientistas há vários anos, embora, segundo o Times, nenhum fóssil tenha sido encontrado para corroborar a teoria.

Antes da descoberta extraordinária da Patagônia, os pesquisadores pensavam que uma fase de duas patas era no máximo transitória entre quatro patas e um corpo sem membros. Agora parece que a transição pode ter durado dezenas de milhões de anos.