Ex-jogador recusa proposta para ser dirigente e dedica-se ao Evangelho O jogador Alex Silva teve a oportunidade de seguir no mundo do futebol, mas preferiu o caminho do Evangelho. O ex-zagueiro agora serve a Deus como pastor.

Ele congrega na Assembleia de Deus, Ministério Belém, de Indaiatuba, no interior de São Paulo. Mas tem levado seu testemunho a igrejas de todo o Brasil.

Do alto de sua fama como atleta de grandes clubes durante 19 anos, sendo tricampeão brasileiro pelo São Paulo, campeão da Copa América 2007, Alex Silva costuma falar em suas mensagens sobre as armadilhas para quem é seduzido pela vida de dinheiro e fama.

Foi em uma destas armadilhas que, felizmente, o ex-atleta escolheu o caminho que pode ter sido o responsável pelo seu longo tempo de carreira. Alex se aposentou em junho, após a disputa da Libertadores da América pelo time boliviano Jorge Wilsterman.

O ponto de mudança no comportamento de Alex Silva foi no final de 2014. Ele foi flagrado durante uma blitz de Lei Seca, em Campinas. Na delegacia, decidiu que era hora de mudar, e passou a seguir uma nova rotina.

“As portas já estavam se fechando depois que saí do Flamengo em 2013. As coisas estavam saindo do meu controle. Algo estava errado, mas eu ainda insistia em solucionar com minhas próprias forças”, lembra.

“Fui apresentado a Cristo. Fui para a igreja, ouvi a palavra e me apaixonei. Foi em 2014, após essa blitz, na delegacia. Foi quando surgiu um sobrenatural na minha vida. Foi quando entendi que da página de campeão, de referência para crianças, ir para na página policial não era legal”, disse o zagueiro.

Desde então Alex Silva percorre igrejas de todo o Brasil com seu testemunho, ajudando a transformar vidas, a fortalecer a fé de muitos.

“Eu procuro contar aquilo que aconteceu na minha vida. A ilusão que essa vida oferece, a busca de prazer que o ser humano tem e que o leva a cada vez mais se afundar”, disse.

No encontro de torcedores do São Paulo, ele afirmou que optou por deixar o esporte para ter mais tempo com sua família. O ex-zagueiro tem dois filhos e uma filha.

“Eu pretendo continuar, como disse, nesta vida espiritual. Encontrando amigos nestas confraternizações, nestes eventos (jogos festivos). Foram 19 anos jogando futebol, viajando, dentro de uma concentração. Dezenove anos sem estar ao lado dos meus filhos. Aí você tem a oportunidade de desfrutar de tudo isso e vai virar treinador? Não quero isso”, comenta.

‘Recebi um convite para ser dirigente do Jorge Wilsterman, mas pensei justamente nisso, na oportunidade de desfrutar dos meus filhos e estar ao lado deles”, afirmou.