Ministro da Saúde lança campanha contra obesidade infantil

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lança nesta quarta-feira (13), no Rio de Janeiro (RJ), a primeira campanha de prevenção e controle da obesidade infantil. Uma das ações da campanha é o lançamento da atualização do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos.

O evento ocorrerá durante a abertura do XV Encontro Nacional de Aleitamento Materno (XV ENAM); V Encontro Nacional de Alimentação Complementar Saudável (V ENACS); III Conferência Mundial de Aleitamento Materno (3rd WBC) e I Conferência Mundial de Alimentação Complementar (1st WCFC), que acontecem simultaneamente no Centro de Convenções SulAmérica.

O Ministério da Saúde alerta que crianças obesas têm chances de virar adultos também obesos. A consequência de obesidade na infância para a vida adulta é o aparecimento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, que podem matar precocemente no período de grande produtividade na fase adulta.

“Os alimentos deixaram de ser manipulados, deixaram de ser colhidos pelos pais, pelas famílias e passaram a ser alimentos processados e ultraprocessados. E nós não tivemos os filtros necessários, e agora estamos colhendo os resultados dessas mudanças tão súbitas dos nossos hábitos alimentares tradicionais”, disse o ministro.

O ministro da Saúde também defendeu que o incentivo ao hábito saudável envolva outros setores. “Sabemos que é preciso envolver outros agentes, como a economia, a agricultura, a política de educação, a política de esportes. Há uma série de pontes que precisam ser construídas para que a gente possa gradativamente ir reposicionando não só o Brasil, mas o mundo, na adoção de hábitos de vidas saudáveis”, ressaltou Mandetta.

Estudo recente aponta que crianças acima do peso possuem 75% mais chances de serem adolescentes obesos e adolescentes obesos têm 89% de chance de serem adultos obesos. Pesquisas do Ministério da Saúde indicam que 12,9% das crianças brasileiras de 5 a 9 anos são obesas e 18,9% dos adultos estão acima do peso. Por isso, além de centrar ações nos primeiros dias de vida, como o incentivo ao aleitamento materno, o ministro destacou que as políticas de estímulo ao hábito saudável devem aliar ações de alimentação e atividade física.