Igreja protestante foi demolida para dar lugar ao Muro de Berlim Este sábado (9) marca a passagem dos 30 anos da queda do Muro de Berlim, o chamado “muro da vergonha” que durante 28 anos separou a histórica capital germânica em duas até a reunificação da Alemanha Ocidental (República Federal da Alemanha) e da Alemanha Oriental (República Democrática Alemã) em um só país.

O que poucos sabem é que os alemães derrubaram uma igreja para construir o muro. Uma capela do século 19 chamada Igreja da Reconciliação foi dinamitada pelos alemães orientais. A capela protestante estava na região que seria a Faixa da Morte, portanto teve que ser derrubada para a construção da parede.

A Faixa da Morte era o lugar de dor e medo. O trecho de 30 a 150 metros tinha uma linha de barricadas, holofotes, uma sinalização que acionava um alarme, minas enterradas e cercas eletrificadas.
Além de tudo isso, quem conseguisse passar pelas armadilhas intacto daria de cara com  guardas armados que seguiam ordens para atirar em qualquer um que passasse a linha.

Algumas estimativas afirmam que mais de 200 pessoas morreram tentando ultrapassar o Muro de Berlim. Um grupo de pesquisa alemão, porém, afirmou que foram 138 mortes causadas pela parede.

A queda da barreira de cimento, ferro no meio de Berlim representou o colapso do socialismo real sob a liderança da extinta União Soviética (formada pela Rússia, Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Cazaquistão, Estónia, Geórgia, Lituânia, Letônia, Moldávia e Ucrânia) e também implementado pela Bulgária, Hungria, Polônia, Romênia e Tchecoslováquia, além da Alemanha Oriental -  países que formavam a cortina de ferro que separava o mundo capitalista e o mundo socialista.