Mulher confessa que mentiu em reportagem de acusação contra Igreja Universal Maria de Fátima Lemos Moreira, uma das mães biológicas que acusou a Igreja Universal do Reino de Deus de ter uma rede ilegal de adoções, disse à Justiça de Portugal que mentiu em uma série de reportagens veiculada em um canal de televisão português, em dezembro de 2017.

A mulher assinou um documento pedindo desculpas à igreja e aos fiéis, por todas as falsidades que foram reproduzidas na TV. As acusações foram desmentidas pelo Ministério Público de Portugal.

O pedido de desculpas foi feito perante o Tribunal de Justiça de Lisboa. No documento assinado, Maria de Fátima disse que “entende que a série de reportagens causou prejuízo incomensurável e pede desculpas à Igreja Universal do Reino de Deus, bem como aos fiéis, por todas as falsidades que foram reproduzidas em rede nacional (no caso a TVI de Portugal)”.

Ela acrescentou que foi orientada pela jornalista da TVI, Alexandra Borges, a confirmar uma “história inverídica e sensacionalista na busca por audiência”.

Para sustentar a farsa, o canal apresentou documentos falsos e depoimentos de mulheres, inclusive o de Maria de Fátima. A jornalista teria feito a promessa de que a mãe biológica poderia rever os filhos.

Outro crime cometido pela TVI neste caso foi a publicação de identidade de crianças adotadas e de pais adotivos.

Diante do pedido de desculpas de Maria de Fátima, a Universal retirou a queixa contra ela. O processo do caso das adoções ilegais foi arquivado pelo Ministério Público Português após a comprovação de que a acusação foi baseada em mentiras.

Além disso, a Justiça portuguesa decidiu que a Igreja Universal deve ter direito de resposta no mesmo horário e durante o mesmo tempo que a falsa série de reportagens foi exibida na TVI.

Um pedido de indenização de danos morais e materias corre na justiça contra a emissora portuguesa.