Léa Mendonça lança novo trabalho ainda este ano

Léa Mendonça faz parte do time de artistas da música gospel brasileira que é referência aos que despontam nesta geração. Em sua trajetória de 35 anos, gravou 12 discos e até já concorreu a um Grammy Latino. A também compositora e pastora da Igreja Batista Nova Jerusalém, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro, não esperava seguir o caminho construído por Deus em sua vida. E hoje celebra as grandes conquistas no cenário musical, entre eles nove Discos de Ouro, dois de Platina e um DVD de Ouro. Em dezembro, Léa Mendonça lançará o EP “Novos Começos” e vive boas expectativas.



O que o público pode esperar deste EP?

Canções de adoração a Deus, canções recheadas da Palavra de Deus, motivacionais, porque a fé precisa ser estimulada e a Palavra de Deus é o maior estímulo que existe. Temos vivido dias muito difíceis, com crise para todos os lados, mas o céu não está em crise, muito menos o reino de Deus, e nós fazemos parte deste reino de triunfo. Quando canções conseguem retratar isso, quem sai ganhando são aqueles que por elas se deixam levar. Essa é a intensão para mais este trabalho. Um EP com 6 canções que vão impactar a nação.



Como está sendo o processo de produção deste novo trabalho?

A MK, como sempre, esta se esmerando na produção, que pela primeira vez será assinada pelo Edinho Cruz, com arranjos de Janderson Almeida. Tem canções de júbilo e de contrição, dentro do meu estilo pentecostal pop. Eu amo levar para as pessoas a fé na providência desse Deus que ama, que motiva, que intercede, que consola e que perdoa. Essa obra tem tudo para alcançar o coração de Deus e dos que estão procurando por Deus. Tem composições minhas, de Kristian Carvalho, de Fábio Paixão, da dupla Renan & Fabian e parceira minha com Dimael Carrara e Jonathan Paes.



Como era a Léa Mendonça de 35 anos atrás e como é a Léa de agora? Mudou muita coisa?



Acho que mudei pouco, porque todo mundo muda um pouquinho. Mas minha essência é a mesma. Não se mexe no time que está ganhando! Quero permanecer do jeitinho que eu era, quando Jesus me chamou para cantar para ele.



Você é referência para muita gente. E as suas referências, quais foram?

Embora eu tenha minhas cantoras preferidas, elas começaram praticamente junto comigo. Nunca fui apegada a ouvir músicas, por isso, não me inspirei em alguém específico.



Com tanta experiência, costuma dar dicas para quem esta começando no gospel? Eles ouvem?

Sim. Acho que sou referência para algumas pessoas. Não é fácil começar, muito menos se manter. Estou há 35 anos na estrada, agora, enfrentando uma nova geração que chega arrasando, e ainda me manter ativa no Gospel, deve significar alguma coisa.



Houve muitas mudanças na forma como o público consome música. Qual o segredo para se manter atual mesmo após 35 anos?

Nunca foi tão difícil se manter atual. Essa geração é muito diferente da minha, inclusive na música. Mas a gente vai trocando de roupa sem perder a identidade.



Nessa caminhada de sucesso, algum momento marcou mais a sua carreira?

Gravei quatro LPs com o Grupo Altos Louvores pela Desperta Brasil, mais dois LPs solos pela mesma gravadora. Em 1995 fui contratada pela MK Publicitá, na época, e gravei três CDs que não tiveram uma boa expressão. Então a gravadora, já com a razão social MK Music, me chamou para me dispensar. Mas na última hora, resolveu me dar mais uma oportunidade. Depois de muitas lágrimas na presença do Senhor e de aprimoramento de voz e repertório, gravei o CD Louvor Profético, que me rendeu Disco de Ouro; e Disco de Ouro também de Playback. De lá pra cá já ganhei vários discos de ouro, de platina e até concorri ao Grammy Latino 2018 na categoria Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa.



Essa experiência a faz refletir sobre o que não faria de novo e o que mais se orgulha de ter feito? 

Não tiraria nada do meu roteiro. Cada acerto e cada erro contribuiu para o meu bem. Quanto a ter orgulho de um feito, não me recordo de nada no momento.



Como é a Léa em família?

Tentando compensar. Amo a minha família e sei que nem sempre estou presente. Quando estou em casa, não gosto de fazer outra coisa a não ser juntar o povo e aproveitar cada minuto. Eu sou feliz com a família compreensível que Deus me deu.



Outra face de Léa Mendonça que muitos ainda precisam conhecer é seu lado escritora. Ela já tem dois livros dedicados às mulheres – A Mulher que não Envelhece e Mel ou Ferrão? E está preparando sua terceira obra, que vai falar dos maridos.



Já estou escrevendo o quarto livro. O primeiro livro, “A Mulher que Não Envelhece” já está indo para a 5ª edição, com quase 30 mil exemplares vendidos. Neste livro, falo sobre a beleza que vem da comunhão com o Espírito Santo, que nos mantem rejuvenescidas e felizes, mesmo vivendo em um mundo de tanta falsidade e corrupção. E o segundo, “Mel ou Ferrão”, onde comparo a mulher à abelha. Ambas são dóceis, produzem mel, mas têm um ferrãozinho guardado. E agora estou escrevendo um livro que fala sobre maridos. O título é “Um homem chamado Marido”. Depois de 30 anos de casada, de 20 de ministério pastoral, de 35 de Ministério itinerante, fazendo gabinetes e dando aconselhamentos, inclusive para casais, creio que tenho respaldo para falar sobre o assunto. Também estou escrevendo um livro teatral, com esquetes para serem encenados nas igrejas, cujo título é “Lições de Vida - aprendendo com os erros dos outros.”