Adélio Bispo teria recebido oferta de R$ 500 mil para matar Bolsonaro

Reviravolta no caso Adélio Bispo, o ex-afiliado do PSOL que tentou matar o presidente Jair Bolsonaro em setembro de 2018. A revista A Crusoé teve acesso ao depoimento de Farhad Marvizi, o vizinho de cela de Adélio Bispo.



Ao delegado que investiga o atentado a Jair Bolsonaro, Marvizi contou que teria se aproximado de Adélio, em março deste ano, e descoberto que Adélio seria ligado a uma facção e que, além disso, lhe teria revelado o nome do mandante do crime.



Marvizi é iraniano e sustenta que suas descobertas poderiam mudar os rumos da investigação. O ataque de Adélio, segundo ele, só teria ocorrido após uma promessa de pagamento de 500 mil reais para matar o “dr. Jair”.



Em depoimento à polícia, ele falou que só revela o que sabe se ganhar o perdão judicial do presidente. Os crimes cometidos pelo iraniano somam 30 anos de prisão.



Ainda de acordo com a revista, com o depoimento do preso - tomado pelo delegado que investiga o caso, Rodrigo Morais Fernandes -, Bispo seria ligado a uma facção e teria recebido a promessa de um pagamento de R$ 500 mil para que Bolsonaro fosse morto. Pessoas da mesma facção, não identificadas pelo iraniano, teriam dado cobertura no dia do atentado.



A polícia questionou o iraniano sobre provas a respeito das afirmações. O preso respondeu que revelaria nomes a partir do perdão judicial, que seriam corroborados por mensagens no computador e no celular de Adélio Bispo. Ambos já foram apreendidos pela Justiça.



A Polícia Federal chegou a oferecer, ainda nesta semana, um acordo de delação premiada para Bispo e seus advogados. O preso, entretanto, recusou a oferta, afirmando que não tem mais nada a acrescentar ao caso e que não agiu a mando de ninguém. Ele permanece na Penitenciária Federal de Campo Grande/MS.