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Porteiro de Bolsonaro mentiu, diz Ministério Público A procuradora do Ministério Público Simone Sibilio, chefe do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), confirmou que o porteiro que envolveu o nome do presidente Jair Bolsonaro na morte da vereadora Marielle Franco mentiu em depoimento à Polícia Civil. De acordo com Simone, quem autorizou a entrada de Élcio de Queiroz no condomínio do presidente foi Ronnie Lessa, suspeito de ter feito os disparos. Élcio e Ronnie foram presos em março deste ano.

“Pode ter sido um equívoco, pode ter sido por vários motivos que o porteiro mencionou a casa 58 (de Jair Bolsonaro). E eles serão apurados”, declarou a promotora.

Sibilio ressaltou ainda que o MP-RJ confirmou a informação a partir de provas técnicas, como o confronto vocálico realizado em gravações apreendidas na portaria.

De acordo com Simone Sibilio, o porteiro pode ser processado por falso testemunho.

A reportagem feita pela Globo na terça-feira (29), que associava o presidente ao caso Marielle, também foi desmentida pelo vereador Carlos Bolsonaro. O filho do presidente divulgou um vídeo com a gravação que mostra a ligação da portaria do condomínio do presidente no Rio de Janeiro.

A gravação mostra que autorização para Elcio Queiroz entrar no condomínio não partiu de alguém da casa 58, que pertence a Jair Bolsonaro.

No vídeo, Carlos Bolsonaro dá play na gravação da ligação da portaria para a casa 65, na qual o porteiro anuncia a entrada de uma pessoa chamada Élcio, que é autorizada a entrar. Tal chamada foi registrada às 17h13 do dia 14 de março. Sem citar nomes, Carlos dá a entender que Queiroz teria sido recebido diretamente por Ronnie Lessa, ao contrário do que foi dito pela TV Globo.