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Bolsonaro aciona PF para esclarecer insinuações da Globo contra ele

O presidente Jair Bolsonaro nega que tenha autorizado a entrada de um dos acusados de matar a vereadora Marielle Franco no condomínio onde ele morava, no Rio de Janeiro, no dia do crime.



Segundo uma reportagem da TV Globo, o porteiro do Condomínio Vivendas da Barra disse, em depoimento, que momentos antes do assassinato, Élcio de Queiroz entrou no local dizendo que iria para a casa do então deputado federal.



Os registros de presença da Câmara mostram, no entanto, que o atual presidente estava em Brasília. O porteiro disse que identificou a voz que autorizou a entrada como sendo do "seu Jair". 



Ainda de acordo com ele, depois que o carro de Élcio de Queiroz foi autorizado, o veículo foi em direção à casa de Ronnie Lessa, que mora no mesmo condomínio e é acusado de ser o responsável por atirar contra Marielle e o motorista Anderson Gomes.



O porteiro afirmou que voltou a ligar para a casa de Bolsonaro e o homem que ele apontou ser o então deputado disse que sabia para onde o automóvel estava indo.



Em compromisso no Oriente Médio, o presidente soube do ataque contra ele e fez uma Live nas redes sociais para esclarecer o caso. Em sua fala, Bolsonaro acusou a Globo de “patifaria” e disse que a acusação contra ele corre em segredo de justiça e foi vazada pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, com o intuito de destruir a família Bolsonaro e concorrer à presidência da República em 2022.



Bolsonaro não só negou as insinuações da Globo como afirmou que não vai ceder às pressões para liberar recursos públicos para a emissora.



Irritado, o presidente Jair Bolsonaro disse que está conversando com o Ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) para que a Polícia Federal colha um novo depoimento do porteiro que associou o presidente ao principal suspeito do assassinato da vereadora.



"Estou conversando com o ministro da Justiça para a gente tomar, via Polícia Federal, um novo depoimento desse porteiro pela PF para esclarecer de vez esse fato, de modo que esse fantasma que querem colocar no meu colo como possível mentor da morte de Marielle seja enterrado de vez", disse Bolsonaro em Riade, capital da Arábia Saudita.



Nas redes sociais, aliados de Bolsonaro e eleitores manifestaram apoio ao presidente e boicote contra a Globo.



“Com tristeza profunda e ainda com os olhos cheios de lágrimas fico aqui perguntando o que doeu mais em meu presidente: a facada de Adélio ou a punhalada da Globo? Eu conheço um gigante com coração de criança. Um gigante que não tem vergonha de chorar quando dói. Mas que nosso Pesidente saiba que não doeu só nele, doeu em todos nós! Te amamos, Presidente. 



O que vi hoje, naquela live, foi a indignação de um justo! Que Deus te fortaleça! Conte com um exército que te ama e que reconhece sua grandeza”, escreveu a ministra Damares Alves.



“Mais uma covardia da Globo. Mais uma matéria porca”, escreveu o senador Flavio Bolsonaro a compartilhar a live do pai.



Como houve citação ao nome do presidente no caso Marielle, a lei obriga que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise a situação.