Quem era o líder do Estado Islâmico morto por forças americanas Em declaração na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que Abu Bakr al-Baghdadi detonou seu colete explosivo depois de ser pego no fim de um túnel por forças especiais norte-americanas.

Assim o líder fugitivo do grupo Estado Islâmico (EI) morreu em uma operação militar dos EUA no noroeste da Síria.

Baghdadi ganhou destaque em 2014, quando anunciou a criação de um "califado" em áreas do Iraque, que mais tarde se expandiu até a Síria.

O EI realizou várias atrocidades que resultaram em milhares de mortes.

O grupo jihadista impôs uma regra brutal a quase oito milhões de pessoas nas áreas sob seu controle e esteve por trás de vários ataques em cidades ao redor do mundo. Os EUA declararam o "califado" derrotado no início deste ano.

O assassinato de Baghdadi é uma grande vitória para Trump, que tem sido fortemente criticado por sua decisão de retirar tropas dos EUA do norte da Síria no início deste mês.

Em uma declaração incomum na manhã de domingo (27), Trump disse que Baghdadi morreu após encontrar um túnel sem saída na província de Idlib, "choramingando, chorando e gritando por todo o caminho", enquanto era perseguido por cães americanos.

Baghdadi estava acompanhado por três de seus filhos pequenos, disse Trump, e detonou seu colete, matando todos eles. A explosão mutilou o corpo de Baghdadi, mas testes de DNA confirmaram sua identidade, acrescentou Trump.

"O bandido que se esforçou tanto para intimidar os outros passou seus últimos momentos com total medo, em total pânico e pavor, aterrorizado com as forças americanas que o atacavam", disse Trump.