Reeleição de Evo Morales é contestada A apuração voto a voto da eleição presidencial da Bolívia chegou ao fim na noite de ontem (24), e indica que Evo Morales foi reeleito no primeiro turno. Apesar disso, a Organização dos Estados Americanos e a União Europeia pedem que seja realizado um segundo turno.

Em 2018, Evo Morales passou a ser combatido pelos cristãos do país, após tentar aplicar um novo código penal que criminalizava a evangelização. O caso ganhou repercussão mundial e o mandatário boliviano cancelou a aplicação do código.

Evo Morales, defendeu na noite de quinta-feira (24) que a vitória obtida conforme a apuração das eleições do domingo passado "é constitucional", em meio às denúncias de fraude feitas pela oposição.

Morales fez um pronunciamento na televisão estatal Bolívia TV após vencer no primeiro turno com 47,07% dos votos, contra 36,51% do opositor Carlos Mesa, segundo dados do órgão eleitoral.

Morales, o primeiro presidente indígena eleito nas urnas na história da Bolívia, e que buscava a reeleição para o quarto mandato consecutivo, acusou a oposição de "desconhecer o voto indígena" e questionou se "é crime ganhar".

O opositor Carlos Mesa pediu aos bolivianos uma luta pacífica para não permitir a fraude eleitoral da qual acusa Morales, virtual ganhador e à espera da proclamação por parte do órgão eleitoral. O candidato da aliança Comunidade Cidadã denunciou que o Movimento ao Socialismo, de Morales, "acaba de consumar a fraude".

Mesa recebeu nas últimas horas apoio da OEA, da União Europeia (UE) e dos governos de Brasil, Argentina, Colômbia e Estados Unidos para que haja um segundo turno.

Para esta sexta-feira estão convocadas manifestações em várias cidades, como La Paz, sede do governo e do Legislativo, para expressar rejeição aos resultados.