Saúde e dinheiro

Queridos, gostaria neste artigo de analisar a influência e o impacto das questões financeiras sobre a saúde em geral e em particular sobre a saúde mental. Esse tem sido historicamente um tema muito pouco desenvolvido no Brasil, ainda que a grande maioria das famílias, na verdade mais de 66%, tenham fechado o ano passado com dívidas, pelos dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

Em outra pesquisa, esta realizada em outubro de 2020 em parceria entre o Instituto Locomotiva e a Xpeed, braço de educação financeira da XP Investimentos, na qual foram ouvidos 1.501 brasileiros com mais 18 anos: 46% das pessoas relataram sentir culpa e ansiedade em relação à sua situação financeira atual, 31% disseram ficar irritadas e 21% perdem o sono por causa das contas no vermelho. Podemos citar, ainda, que a preocupação constante com as dívidas está diretamente ligada ao uso, abuso e até a dependência de substâncias, além da ruptura de vínculos sociais e familiares, pensamentos e tentativas de suicídio e depressão, aumentando sensivelmente os gastos familiares com tratamentos médicos, internações e afins.

O que dizer, então, da denominada fobia financeira, quando o simples ato de consultar um extrato é sinônimo de uma série de sintomas típicos das outras fobias? Em casos extremos: respiração ofegante, sudorese, sensação de que vai desmaiar… O coração vem à boca quando é preciso abrir a fatura do cartão de crédito, checar o extrato do banco ou montar a planilha com as despesas do mês. Não estamos falando do simples temor de manusear notas e moedas, mas de um medo paralisante de pequenas ações cotidianas de consulta à situação financeira.

A falta de equilíbrio na equação saúde/dinheiro pode proporcionar um contexto futuro deveras sombrio, no qual, no momento de maior necessidade de recursos financeiros para cuidar da saúde, estes não existirem - citemos a terceira idade. Pensemos: a falta de dinheiro corrói a saúde, ou a falta de saúde nos levará ao esgotamento dos nossos recursos financeiros? 

Desta feita precisamos rever nossos conceitos e olhar para atividades como lazer, educação física, viagens, férias, etc. como um investimento em um dos maiores ativos que Deus nos deu: a nossa saúde. Pasmem, tirar um fim de semana com a família, ir àquele encontro de casais da Igreja,  frequentar  uma aula de dança, etc. não deveriam ser encarados exclusivamente como um custo, um gasto a ser evitado,  mas em muitas situações um investimento de altíssimo retorno que  permitirá  uma melhor qualidade de vida e, por consequência óbvia, maior saúde, gerando inclusive um incremento da  produtividade no trabalho, proporcionando recursos financeiros que permitirão uma ruptura do ciclo vicioso: dividas que geram enfermidades e enfermidades que geram dívidas.

Claro que não posso deixar de citar a necessidade de educação financeira, controle dos gastos.... mas isto será assunto que já tratamos em um outro artigo.

Finalizo com as Sagradas Escrituras:

Eclesiastes 4:8 - Bíblia Viva

"É o caso daquele homem que vive completamente sozinho, sem filhos ou irmãos ou parentes, mas que vive trabalhando para ajuntar mais dinheiro. Para quem ele vai deixar tudo o que juntou? Por que ele está deixando de aproveitar as coisas boas da vida? Isso não adianta nada e desanima a gente."

Deus abençoe e pense nisto.



Veja também:

Educação financeira à luz da Bíblia


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