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Ativistas do Greenpeace são detidos após protesto com óleo

Dezessete integrantes do Greenpeace foram detidos hoje (23) após derramarem óleo na entrada do Palácio do Planalto, em Brasília. O grupo foi levado para a delegacia após ser notificado por descarte irregular de lixo em área pública.



A Polícia Militar destacou que “cerca de 30 ativistas estiveram no local e levaram troncos de árvores e uma mistura (de óleo) para frente do Palácio do Planalto. Os manifestantes foram encaminhados à 5ª DP e poderão responder pela Lei nº 9.0605/98, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.”



De acordo com o advogado Bernardo Fenelon, que representa o grupo, houve uma condução pacífica por parte da PM, que tomou a medida após suspeitas de crime ambiental.



Em postagem no Twitter, o Greenpeace explicou que o óleo usado na atividade é feito de maisena, água, óleo de amêndoas e corante líquido preto.



“Não é tóxico nem permanente e pode ser limpo com água e sabão”, acrescentou a ONG.



O presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a comentar sobre o derramamento de óleo que já atingiu mais de 200 praias da região Nordeste nas últimas semanas. 



Em postagem no Twitter, Bolsonaro questionou o “silêncio de ONGs” e da “esquerda brasileira” sobre a questão. 



O chefe do Executivo diz que estes comportamentos fortalecem a tese de que o vazamento de óleo tem origem criminosa e pode estar ligado ao ditador Nicolás Maduro, da Venezuela.



“No mínimo estranho o silêncio de ONGs e esquerda brasileira sobre o óleo nas praias do Nordeste. O apoio desses partidos ao ditador Maduro fortalece a tese de um derramamento criminoso”, escreveu Bolsonaro.