Inscritos no Enem recorrem a técnicas de memorização As provas do ENEM estão chegando e a apreensão dos milhares de alunos que dedicam horas estudando em busca da vaga tão sonhada aumenta. Além do domínio das mais variadas disciplinas vistas em sala de aula, os alunos enfrentam o desafio de ter que lidar bem com o tempo de prova, a ansiedade e cansaço; isso tudo para evitar o famoso “branco” durante os exames.

A estudante Julia Zanette, de 21 anos, sentiu na pele a tensão de um vestibular. “Era muito tímida, não tinha muita desenvoltura. Além disso, tinha muitas dificuldades na matemática e de me concentrar nos estudos”, diz Julia. A aluna procurou um curso de ginástica para o cérebro para ajudar a potencializar os seus estudos e desenvolver sua concentração. Os resultados foram positivos: Julia conseguiu vaga em cinco universidades federais.

Segundo Solange Jacob, diretora acadêmica do Método SUPERA - Ginástica para o Cérebro, recebemos um excesso de informações a todo o momento e isto pode afetar não apenas a nossa concentração, mas também habilidades como a memória.

“Porém, a atenção e a concentração também podem ser fortalecidas. Com apenas algumas mudanças de hábito, é possível aprender a se concentrar em praticamente qualquer situação e manter uma rotina produtiva de estudos”, garante Solange.

O segredo é manter uma rotina de estudos organizada e seguir algumas recomendações; definir prioridades nas disciplinas a serem revisadas, fazer resumos resgatando o que foi revisado – de preferência em voz alta -; anotações e grifos de conteúdos mais importantes. Isso tudo sem esquecer o descanso de lado; manter uma rotina de boas noites de sono, uma alimentação saudável e a manutenção da autoestima são fundamentais para gravar os conteúdos e ter autoconfiança na hora da prova.

A ginástica para o cérebro é baseada no conceito de neuroplasticidade, já comprovado pela neurociência por meio de pesquisas.

A ideia principal é a de que o cérebro e as habilidades cognitivas podem se desenvolver de acordo com estímulos externos.

Na ginástica do cérebro, o aluno entra em contato com atividades que demandam novidade, variedade e desafio crescente, que consistem na prática do ábaco – instrumento milenar para cálculo; exercícios cognitivos, jogos de tabuleiro e virtuais, dinâmicas em grupo e a prática das neuróbicas – exercícios praticados no cotidiano de uma forma diferente, responsáveis por ativar os neurônios.

Técnicas de Memorização
Aprender um novo conteúdo exige uma associação de conhecimentos já preexistentes. Cada associação leva a um elo de cadeias de informações, formando conexões robustas e fazendo com que a memória seja fortalecida. A partir disso, os conteúdos são gravados de maneira mais fácil em nossa mente.

Fixar uma informação exige um processo mental e existem algumas dicas e técnicas que melhoram de maneira significativa o funcionamento da memória na rotina de estudos. Confira:

Faça rimas: A partir do momento que fazemos uma conexão mental a partir de rimas, os materiais tonam-se mais organizados e a associação acontece de maneira mais fácil.

Exemplo: "Vou a e volto da, crase há/ Vou a e volto de, crase para quê?"

Criação de Imagens: Dar um significado a partir de imagens facilita a evocação do que está sendo estudado.

Exemplo: Se você acaba de estudar um personagem importante da história, imagine-o numa situação esquisita, que faça você rir, e que tenha relação com o som do seu nome. É uma forma muito eficiente de não esquecê-lo!

Organização: organizar palavras em ordem alfabética ou de modo que suas letras iniciais formem um significado próprio para você também é uma dica que desperta nossas conexões neurais.

Exemplo: Hoje Li Na Kama Robinson Crusoé em Francês (para decorar a primeira coluna de elementos da tabela periódica).

Técnicas de Leitura: interpretar textos é fundamental para realizar uma boa prova. A técnica de leitura mais utilizada segue a seguinte fórmula: prévia, questão, releia, selecione e teste.