Bolsonaro se diz preocupado com situação no Chile O presidente Jair Bolsonaro se disse preocupado com a onda de protestos no Chile , que já causou várias mortes e levou o governo chileno a decretar toque de recolher.

“Tudo que acontece na América do Sul a gente se preocupa”, disse Bolsonaro em resposta a jornalistas sobre a situação no Chile antes antes de embarcar para o Japão, onde chegou durante a madrugada de hoje. O país é o primeiro destino de um giro que ele fará pela Ásia e pelo Oriente Médio nos próximos 12 dias.

Bolsonaro em seguida afirmou que o presidente Sebastián Piñera o ajudou na agenda do G7, sobre a questão da Amazônia, no que alguns interpretaram como um apoio ao presidente chileno.

O assessor especial para assuntos internacionais, Filipe Martins , um dos integrantes do alto escalão do governo Bolsonaro, por sua vez, escreveu no Twitter que “os recentes movimentos de desestabilização de países sul-americanos não são espontâneos nem isolados, mas uma ramificação da estratégia definida pela ditadura cubana, por sua proxy venezuelana e pela rede de solidariedade que as sustenta. A esquerda é o flagelo da nossa região”.

Os protestos e saques que tomaram as ruas do Chile continuaram no fim de semana e as autoridades decretaram na noite de domingo, pelo 2º dia consecutivo, toque de recolher.

Ao menos 10 pessoas morreram durante os atos e, segundo o Ministério Público, 1.462 pessoas foram detidas.

O presidente Sebastián Piñera – que suspendeu no sábado o aumento das passagens do metrô – disse que o país está "em guerra contra um inimigo poderoso".

Por conta dos saques, os supermercados e shoppings ficaram fechados e o metrô seguiu paralisado. Imagens que circulam nas redes sociais mostram pessoas invadindo principalmente supermercados e levando TVs, roupas e outros acessórios. Universidades e escolas suspenderam as aulas nesta segunda (21).