Eduardo Bolsonaro defende governo contra

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse que o líder do partido na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir (PSL-GO), se irritou com o presidente Jair Bolsonaro e, por isso, orientou a obstrução da Medida Provisória 886, segundo ele, “botando em risco uma pauta nacional devido a um problema pessoal”.



Com a imagem de uma nota de “3 Reais” com a foto da deputada federal Joice Hasselmann estampada, o filho de Jair Bolsonaro acusou a parlamentar de traidora e de se achar “a dona de tudo”. Segundo Eduardo, Joice correu a noite coletando assinaturas para que o PSL tivesse o Delegado Waldir como líder.



“Ainda bem que é a inteligência emocional do PR que é -20... Se acha a dona de tudo, "porque EU aprovei", "porque EU isso", "EU aquilo", "EU sou mais filha do que os filhos do presidente", "EU sou a Bolsonaro de saias", mas, pessoa que irritada com o Presidente orientou obstrução à MP 886, botando em risco uma pauta nacional devido a um problema pessoal. Foi além, tirou da CPMI da Fake News os mais combatentes deputados, Filipe Barros @filipebarrosoficial e Caroline de Toni @carolinedetoni , nesta CPMI que visa apenas desgastar o governo. Ou seja, final das contas estão todos trabalhando contra o cara que os elegeu, mas pela frente dizem que estão com Bolsonaro e postam fotos com ele - se não precisavam de Bolsonaro por que se filiaram ao partido dele na eleição? Não há mais espaço para ingenuidade. Tá cheio de gente que acabou de subir no ônibus e quer sentar na janela. O nosso foco não pode ser o poder, político que trabalha apenas pelo voto acaba se tornando político padrão. Vise agradar seu eleitor e ser fiel, pois de pessoas desleais a sociedade tem asco. Obs: se não fossem reiteradas entrevistas dando munição aos nossos inimigos este post não estaria sendo feito”, escreveu Eduardo Bolsonaro em suas redes sociais.



Magoada após ser destituída da liderança do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) fez críticas ao deputado Eduardo Bolsonaro. Joice questionou a liderança do filho do presidente e disse que tudo que ele conseguiu foi à sombra de alguém.



Nesta semana, a bancada de 53 deputados do PSL fez uma guerra de listas para definir o líder do partido na Câmara. O Delegado Waldir (PSL-GO) conseguiu mais assinaturas e se manteve à frente do partido. Ele venceu a articulação comandada por Jair Bolsonaro para que seu filho, Eduardo, assumisse a liderança.



Após a confirmação do afastamento, a parlamentar foi às redes sociais para comentar a decisão do presidente Jair Bolsonaro. No Twitter, Joice escreveu que deixa o cargo com o "dever cumprido". "Trabalhei 20h por dia para salvar o governo de crises, aprovar pautas importantes para o país, apagar incêndios durante todos esses meses", escreveu. Ela ainda argumentou que é responsável por "salvar" o mandato de Bolsonaro: "Articulei a reforma da Previdência em todo país, aprovei o PLN que deu ao presidente Jair Bolsonaro R$ 248 bilhões e o salvou de um impeachment. Contive inúmeras crises", continuou a deputada, que ainda escreveu que "não se importa com a ingratidão". "Agora ganho minha alforria", explicou.



O Delegado Waldir, outro acusado de trair o presidente Bolsonaro, teve um áudio vazado. Na gravação de uma conversa com colegas de partido, ele diz: “Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Eu tenho a gravação. Não tem conversa. Não tem conversa, eu implodo o presidente. Acabou. Acabou o cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo. Eu votei nessa p., eu andei no sol em 246 cidades, andei no sol gritando o nome desse vagabundo”, diz Waldir. No áudio, ele afirma, ainda, que “em janeiro” deixará da liderança do partido. “Em janeiro, eu saio. Agora, se ele insistir comigo, eu vou implodir ele”, afirma em outro trecho da gravação.



Hoje, Waldir se disse arrependido e alega ter falado desta forma por causa do “calor das emoções”.



O Diretório Nacional do PSL suspendeu nesta sexta-feira cinco deputados federais : Carla Zambelli (SP), Bibo Nunes, Carlos Jordy (RJ), Filipe Barros (PR) e Alê Silva (MG). Segundo o líder da legenda na Câmara, Delegado Waldir (GO), eles não poderão participar de qualquer atividade partidária. Isso inclui a possibilidade de assinar qualquer lista para a troca de liderança da sigla. Todos os afastados se mantiveram fieis a Bolsonaro.