Turma da Mônica vai ganhar personagem gay A Turma da Mônica em breve não será mais a mesma. A História em Quadrinhos de maior sucesso no Brasil vai ganhar um personagem gay. A ideia é de Mauro Sousa, filho do criador Maurício de Sousa, juntamente com o “namorado”, Rafael Piccin.

Provavelmente, o personagem entrará em HQ dirigida ao público jovem, não a crianças.

"Ainda é muito novo. Não temos data para lançamento, mas sentimos a necessidade da criação e já está sendo feito a todo vapor. Além de mim e do Rafa, outras pessoas engajadas na causa LGBT estão envolvidas no projeto. Vamos fazer limonada com limão", revelou o diretor de parques e eventos da Mauricio de Sousa Produções.

Mauro já sofria cobrança pelo conteúdo desde que publicou a primeira foto aos beijos com o Rafael. Na ocasião, ele o gerente administrativo da empresa de Mauricio faziam um protesto. O alvo era a retirada dos livros infantis com ilustração de um beijo entre dois homens, na Bienal do Livro, no mês passado.

Nos últimos anos, várias empresas têm aberto os olhos ao público LGBT, mas poucas parecem se importar com a transmissão de conceitos que ferem outros segmentos da sociedade.

Estima-se que a população LGBT tenha um grande potencial de consumo segundo uma pesquisa da Out Leadership, associação internacional de empresas que desenvolvem alternativas de consumo para o público LGBT. Os dados revelam que no Brasil a disponibilidade financeira do público gay é de aproximadamente US$ 133 bilhões, o equivalente a 418,9 bilhões de reais, correspondendo a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Diante desses números, muitas empresas apostam no marketing “gay friendly”, com casais e famílias homoafetivas em suas propagandas, tudo para conquistar cada vez mais esse público. 
 
Dados de 2010 divulgados pelo IBGE (instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostraram que no Brasil 67,4 mil casais são LGBT, um dado que apesar de considerar uma realidade de oito anos atrás, incentivou diversas empresas a pensarem no público gay. Ou seja, nem tudo é em defesa de uma causa, mas dos próprios interesses econômicos.