Mais de 25% dos eleitores ainda não fizeram o cadastramento biométrico Vinte e sete porcento dos eleitores ainda não fizeram o cadastro biométrico no Brasil, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Parte deles terá o título cancelado caso não faça a coleta de impressões digitais e a atualização de dados até maio de 2020, já que a biometria será obrigatória em várias cidades do país. O 1º turno das próximas eleições será realizado daqui a um ano, em 4 de outubro de 2020.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 107 milhões dos 146 milhões de eleitores brasileiros fizeram o cadastro biométrico. A meta do TSE é que a votação com biometria seja obrigatória em todo o Brasil nas eleições de 2022.

Os dados do TSE revelam que os estados com os menores percentuais de eleitores com biometria são, em ordem, Minas Gerais (40,8% com o cadastro), Espírito Santo (48,9%) e Rio de Janeiro (52,5%).

No total, 17 estados já concluíram ou devem concluir o cadastramento biométrico até o início de 2020 e, por isso, adotarão a obrigatoriedade das impressões digitais em todos os municípios nas eleições de 2020. São eles: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Em 2018, a biometria foi obrigatória em todos os municípios de 9 estados, além do Distrito Federal: Alagoas, Amapá, Goiás, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins.

No Rio de Janeiro, dos 12,3 milhões de eleitores, 6,5 milhões têm o cadastro biométrico. Isso equivale a 52,5% do eleitorado registrado no estado. A biometria deve ser obrigatória em 42 dos 92 municípios fluminenses. No município do Rio a biometria ainda não será obrigatória nas próximas eleições. Os eleitores que já coletaram seus dados biométricos no TRE, e aqueles que tiveram seus dados biométricos importados do DETRAN/RJ e conseguiram votar nas Eleições Gerais de 2018, exclusivamente, através de suas digitais, estarão dispensados do comparecimento ao cartório eleitoral.

Em nota, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) afirma que “as dificuldades orçamentárias” foram um dos obstáculos, já que é necessário alugar imóveis para a instalação de postos de atendimento e contratar funcionários para o processo e que esses custos são mais caros no RJ que em outros estados do país.

Mesmo os eleitores que já tiveram o título cancelado, assim como os que não votaram ou não justificaram nas últimas três eleições, podem regularizar sua situação até maio de 2020.