Tesouros encobertos de Sérgio Lopes

“Se a minha fé sobreviver”. Este atual sucesso do cantor e compositor Sérgio Lopes foi composto por ele em meio a uma “confusão” abençoada, mas em um lugar retirado, onde o Poeta, como Sérgio é conhecido, tem preferido morar nos últimos dias para fugir da violência do Rio de Janeiro.



“Eu tinha preparado oito músicas. E uma noite, lá no sítio, faltou luz e eu estava no piano. Eu comprei um piano, botei lá no sítio. Um piano maravilhoso, francês, que eu consegui por um bom preço. E foi nesse piano que eu compus essa música. Minhas filhas menores Isabela e Manuela fazendo barulho perto de mim, acendi uma vela em cima do piano, e naquela barulheira toda, no meio daquela confusão, consegui compor essa música. Tenho esse áudio gravado no meu celular até hoje”, conta Sérgio Lopes.



Sobre o apelido de “Poeta”, o músico paraibano abraçou espontaneamente, já que em sua adolescência se destacou pelas poesias que escrevia e até hoje suas canções são consideradas verdadeiras poesias.



“É um elogio que eu recebo com muito carinho, porque sei que também sai das pessoas com carinho”, diz.



Sérgio Lopes é consciente do dom recebido de Deus e não o tem negado.



“Procuro estar cada vez mais comprometido ainda com a minha carreira, com o que Deus espera que eu faça. O dom que Ele me deu é Dele. A gente tem que tomar cuidado com que a gente vai fazer com dom que Deus deu para gente, que não nos pertence”, comenta.



Foi no filho Gabriel que Sérgio Lopes identificou um talento especial, o de “repaginar” suas canções.



“Ele está fazendo uma releitura das minhas músicas de maior sucesso, mas com uma pegada mais moderna, uma coisa mais atual para a idade dele também”, revela o músico.



Este novo projeto tem permitido a Sérgio Lopes fazer uma verdadeira turnê por estúdios, como ele mesmo descreve.



“Eu estou muito no estúdio ultimamente, tenho feito uma verdadeira turnês por estúdios de Teresópolis, Nova Friburgo e Niterói, onde eu descobri um piano acústico lá”, conta.



Sérgio Lopes teve a grata satisfação de ter neste trabalho acústico a participação de Kiko Continentino, que é o pianista do Milton Nascimento e de outros grandes nomes da MPB.



“Ele me deu a honra de gravar “O Amigo”. Fizemos um piano e voz. Já está nas plataformas digitais. Esse trabalho tem tomado muito tempo. Eu fiz gravações de piano no estúdio de Teresópolis, fiz gravações de piano no estúdio de Niterói e as mensagens todas em Friburgo. Já são quase dois meses nessa trindade musical”, revela Sérgio Lopes.



Sérgio Lopes, assim como seu público, lamenta não poder cantar todas as suas músicas, que já somam cerca de 300.



“Quando eu chego na igreja só consigo cantar, no máximo, 15 músicas. É complicado. No final alguém vai ficar chateado. É complicado para mim também. São umas 300 músicas. Mas têm muitas que ficaram nos CDs mais antigos e que nunca foram cantadas nas igrejas”, diz.



“Têm muitos cantores que só são conhecidos, e eu me incluo nisso também, pelas músicas que são tocadas nas rádios. Mas quando a pessoa vai buscar o CD ela descobre outras coisas maravilhosas que a rádio não teve tempo de tocar. Existe um repertório vastíssimo aí por baixo de todo esse bastidor da mídia para se pesquisar, não apenas do Sérgio Lopes, mas como também de muitos outros cantores”, conclui.



Com agenda sempre cheia, Sérgio Lopes recebe convites por meio do suas redes sociais e também pelo WhatsApp: (21) 98174-4912.