Adolescente confessa ter matado menina autista

Um menino de 12 anos confessou hoje (1º) ser o assassino da menina Raíssa Eloá Caparelli Dadona, de 9 anos. Ele é descrito por seus colegas de escola como uma criança solitária, que não anda em grupo e não tem muitos amigos. O garoto foi levado à delegacia pela própria mãe após ter confessado o crime, mas inicialmente ele negou que tivesse matado Raíssa e pendurado o corpo em uma árvore no Parque Anhanguera, em São Paulo. Hoje ele resolveu dizer a verdade.



De acordo com a polícia, o menino se recusou a dizer a motivação do crime. A Justiça autorizou a apreensão dele por pelo menos 45 dias. O menino não voltou para casa. Saiu do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) já com os policiais. Os pais pegaram outro carro.



Ele será ouvido por promotores do Departamento de Infância e Juventude do Ministério Público (MP). E, posteriormente, deve ser encaminhado a uma das unidades da Fundação Casa, entidade que visa recuperar menores infratores.



No dia do crime, Raíssa estava em  uma festa dentro do Centro Educacional Unificado (CEU) no parque, na Rua Pedro José de Lima, número 1020, quando desapareceu. Durante a festa, a menina estava na fila do pula-pula, quando a mãe foi buscar pipoca para o irmão.



Por volta das 14h, um jovem que caminhava dentro do Parque Anhanguera encontrou o corpo de Raíssa, a cerca de 3.4 km de distância do CEU.



O caso foi registrado no 33° Distrito Policial e foi encaminhado ao Delegacia de Homicídios E Proteção à Pessoa (DHPP) para investigação.



Segundo a família, Raíssa era autista e não falava com estranhos. A polícia não exclui a possibilidade de um segundo envolvido, pois, durante uma crise, ela talvez tivesse mais força que um menino de 12 anos.



Nenhuma arma foi encontrada no local do crime, mas a investigações indicam que o objeto utilizado para matá-la tenha sido um pedaço de madeira.



Em um vídeo das câmeras de segurança do parque, é possível ver o menino caminhando de mão dada com Raíssa. No depoimento incial, o adolescente teria dito que estava apenas passeando com a vítima.



Segundo a Polícia Civil, a possível causa da morte é asfixia mecânica, entretanto, a confirmação só será possível após o laudo do Instituto Médico Legal, que ainda não ficou pronto. A hipótese de abuso sexual também não foi descartada pelas equipes.



Vizinhos

Raíssa e o menino de 12 anos que confessou tê-la matado sozinho eram muito próximos, de acordo com vizinhos no bairro do Morro Doce, Zona Norte da capital paulista. Os dois moravam na mesma rua, a menos de cem metros de distância.



Amigos da família contam que os dois estavam tão apegados que a mãe de Raíssa levou o menino a um culto, junto com filha, no mês passado, em uma igreja evangélica, no Jardim Britânia.