Igreja Católica pagará indenização para vítima de padre pedófilo A Igreja Católica da Austrália pagará 1 milhão de dólares australianos (cerca de R$2,8 milhões) a uma das vítimas do padre Gerald Ridsdale, religioso que abusou de 65 crianças ao longo de 30 anos. A decisão foi tomada após as partes chegarem a um acordo na última sexta-feira (27) antes que o caso fosse julgado no Supremo Tribunal de Victoria, conforme revelado por Judy Curtin, advogada de defesa da vítima, identificada apenas pelas iniciais JCB.

O padre, que permanece na prisão depois de ter sido condenado por vários crimes de pedofilia, abusou sexualmente de JCB, na época com nove anos de idade, em setembro de 1982, na cidade de Mortlake, no estado de Victoria. Ridsdale está detido desde 1994. Ele se declarou culpado de pelo menos cinco acusações por abuso de menores entre 1961 e 1988, enquanto era sacerdote no sul da Austrália.

Além disso, segundo as investigações, foi descoberto que o religioso fazia parte de uma rede de pedofilia em Ballarat, nos anos 1970.

A vítima JCB também chegou a processar o atual bispo de Ballarat, Paul Bird, por negligência em referência aos bispos falecidos James O’Collins e Ronald Mulkearns, que eram superiores de Ridsdale no período do episódio.

A Igreja Católica, por sua vez, só admitiu no início deste mês, em documentos judiciais, que teve conhecimento das acusações contra o padre pedófilo. Esta foi a primeira vez que a autoridade expressou responsabilidade legal pelos crimes.

O acordo cria um precedente crucial e pode ser exemplo para que outras pessoas violentadas por Ridsdale entre com um processo de compensação pelo crime.

No anos 1970, o padre viveu em um seminário junto com o cardeal australiano George Pell, ex-tesoureiro do Vaticano condenado a seis anos de prisão por cinco casos de pedofilia.

Nova York – A ex-juíza federal norte-americana Barbara Jones revelou nesta segunda-feira (30) que a Arquidiocese de Nova York pagou US$67 milhões a 338 vítimas de abusos sexuais em casos envolvendo religioso e outras pessoas da Igreja. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa conjunta com o arcebispo de Nova York, Timothy Cardinal Dolan, para apresentar as conclusões de uma auditoria.