Novo Procurador Geral da República se diz defensor da Lava Jato

A nomeação do novo procurador-geral da República, Augusto Aras, foi publicada na noite desta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União. Mais cedo, Aras fora sabatinado pelo Senado e, após o escrutínio, seu nome foi aprovado com 68 votos favoráveis e dez contrários. 



Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, o candidato conseguiu construir um bom relacionamento com os parlamentares da base do governo, da oposição e entre aqueles que se consideram independentes. Dessa forma, não houve resistência ao seu nome.



Antes da deliberação do plenário, Aras foi submetido a uma sabatina que durou quase 5h30 na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Na comissão, o parecer pela aprovação da indicação recebeu 23 votos favoráveis e apenas três contrários.



Durante o escrutínio, Aras disse ser defensor da Lava Jato, mas afirmou que pretende buscar "correções" junto com o Congresso. 



Também negou que haja predisposição de alinhamento da instituição com o governo e exaltou a independência do Ministério Público Federal. 



Aras definiu a Lava Jato como um "marco" histórico do Ministério Público, mas observou que, como "toda e qualquer experiência nova", há "dificuldades" e distorções a serem eliminadas. 



"Eu sempre apontei os excessos, mas sempre defendi a Lava Jato, porque a Lava Jato não existe 'per se'. A Lava Jato é o resultado de experiências anteriores, que não foram bem-sucedidas na via judiciária.