Bolsonaro apresenta um novo Brasil na ONU

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, abriu hoje (24) os debates gerais da 74ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Logo no início de seu discurso, Bolsonaro disse que estava ali para "apresentar o novo Brasil que ressurge depois de ter ficado à beira do socialismo" e que seu governo tenta reconquistar a confiança do mundo.



Em seu discurso de 31 minutos, o presidente brasileiro afirmou que qualquer iniciativa de ajuda ou apoio à preservação da Amazônia deveria ser tratado em pleno respeito à soberania brasileira.



Ao rebater críticas à política ambiental brasileira, o presidente disse que é uma falácia dizer que a Amazônia é um patrimônio da Humanidade e que representa o pulmão do mundo e deplorou que "outro país", baseado em "mentiras da imprensa internacional tenha se portado de forma desrespeitosa e colonialista, atacando nossa soberania". O presidente destacou que 14% do território do país são compostos por áreas de proteção aos indígenas.



Segundo o presidente, alguns caciques são usados como peça de manobra por governantes.



“Acabou o monopólio do senhor Raoni”, afirmou o presidente.



Bolsonaro disse ainda que enquanto França e Alemanha usam mais de 50% de seu território para agricultura, o Brasil usa apenas 8% para produção do alimento.



O presidente também usa seu tempo de exposição na ONU para pregar contra a esquerda, e dedica parte de sua fala para criticar o regime de Nicolás Maduro, da Venezuela, e também de Cuba. Neste sentido, antes mesmo de o pai subir na tribuna da ONU, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, afirmou no Twitter que ele deveria "quebrar a espiral do silêncio e demonstrar o desconforto dos brasileiros com as pautas que a esquerda progressista tenta empurrar goela abaixo via ONU".