Procon-RJ dá dicas para evitar acidentes com GNV O Procon-RJ reuniu algumas dicas para o consumidor evitar acidentes como o que aconteceu nessa sexta-feira (05) na Zona Oeste do Rio e na semana passada, em que um idoso morreu com a explosão do cilindro do seu veículo movido a Gás Natural Veicular (GNV), enquanto abastecia em um posto de combustível no bairro do Maracanã, na Zona Norte. Com a alta procura por instalação de GNV, o consumidor precisa tomar alguns cuidados antes da decisão.

A manutenção do veículo e a instalação do kit gás em empresas credenciadas pelo Inmetro, além dos cuidados na hora de abastecer são fundamentais para garantir que acidentes como o que aconteceu recentemente não se repitam.

O Procon Estadual, observando essa crescente nas conversões dos veículos para GNV, já realizou, após treinamento dos fiscais, verificação em 31 postos desse setor, com 22 bicos interditados, além de 60 instaladoras destes kits em todo o Estado, com 34 interdições por não estarem autorizadas a funcionar.

Para evitar acidentes, o Procon-RJ recomenda que os consumidores consultem no site do INMETRO as empresas credenciadas para realizar a instalação ou até mesmo manutenção e retestes. Os equipamentos que o compõem devem ser vistoriados periodicamente para garantir a segurança do usuário.

O consumidor que deseja adquirir um kit para seu veículo deve ficar atento se o preço estiver muito abaixo do mercado. Cilindros usados podem ser comercializados, porém devem ter o selo do INMETRO, que vai indicar que ele passou por revisão criteriosa e está apto para o uso.

O consumidor deve observar as regras de segurança a serem seguidas, como jamais colocar peças ou fazer a própria manutenção nas instalações do seu kit gás, sempre sair do carro enquanto está abastecendo e manter uma distância razoável do equipamento, bem como observar as condições de seu cilindro e do dispenser de GNV, verificar se há ferrugens, por exemplo. Outra informação importante é quanto à pressão indicada no manômetro, que não deve passar do valor indicado pela ANP, que é de 220bar. O consumidor costuma achar que, quanto maior a pressão, mais combustível caberá em seu cilindro, porém, abastecer com uma metragem superior à capacidade do cilindro é um risco à segurança.