Treinador de vôlei é preso suspeito de estuprar adolescentes de time masculino O treinador e árbitro de voleibol André Testa, de 31 anos, foi preso na quinta-feira (04), segundo reportagem exclusiva da NSC TV. De acordo com o veículo, a prisão ocorreu após ex-atletas o denunciarem por estupro de vulnerável e assédio sexual.

Alguns crimes que a polícia investiga teriam ocorrido em 2017, quando as vítimas tinham 15 anos.

Um dos atletas contou a reportagem que Testa fazia "umas brincadeirinhas sexuais como se fosse bem íntimo, passava a mão nos jogadores e os deixava sem jeito, sem reação".

Ainda de acordo com o jornal, o pai de um atleta contou que ouviu boatos sobre casos mais antigos e decidiu se aproximar dos adolescentes, quando descobriu mais relatos em que menores de idade, de outra geração, também foram abusados pelo mesmo treinador.

Um dos abusos teria ocorrido em uma "casa atleta", local usado para abrigar jovens de outras cidades e estados. Em um trecho de uma conversa de mensagens trocadas entre duas vítimas adolescentes, uma delas diz que não denunciou o treinador para não prejudicar o time e não destruir o sonho de outros jovens.

André Testa estava treinando a Associação Desportiva e Cultural Terra Firme, que representa o município de São José, em Santa Catarina, em competições estaduais e recebe verbas públicas da prefeitura da cidade. O treinador é bastante conhecido e já foi até árbitro de linha de voleibol nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

Em nota, a Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que cumpriu um mandado de prisão preventiva de importunação sexual e estupro de vulnerável em São José. "O homem é suspeito de, valendo-se de sua condição de treinador de um time de voleibol masculino, convidar os adolescentes para ir a restaurantes e festas e abusar sexualmente das vítimas, após embriagá-las".

A Federação Catarinense de Voleibol anunciou o afastamento imediato de André Testa de suas funções, além de suspender seu registro na entidade, até que os fatos sejam devidamente apurados.

Em nota, a defesa de André Testa avaliou a prisão preventiva como "inoportuna, desnecessária e ilegal" e que foi baseada em "ilações e conjecturas" apresentadas pela polícia.

"André é inocente e não são procedentes as imputações. Conforme se comprovará no transcorrer do processo, há denuncismo de viés vingativo. Todas as informações colhidas até o presente momento foram produzidas sem que fosse oportunizado o direito ao contraditório", diz nota da defesa, assinada pelos advogados Leandro Henrique Martendal e Marlon Charles Bertol.