Jogadora de basquete dos EUA presa na Rússia por portar óleo de haxixe, iria ganhar US$ 1 milhão A estrela da Liga Feminina de Basquete dos EUA e medalhista de ouro olímpica Brittney Griner soube de seu destino em um tribunal russo na quinta-feira (04). Ela foi condenada a nove anos de prisão depois de ser declarada culpada por levar deliberadamente cartuchos de vaporizadores com óleo de haxixe para a Rússia, apesar de serem ilegais.

Griner, que está sob custódia russa desde fevereiro, foi classificada como "detida injustamente" pelo governo dos Estados Unidos em maio.

O presidente Biden reagiu após a notícia, dizendo que o governo "buscará todos os caminhos possíveis" a fim de levar Griner de volta aos EUA.

Griner, que joga pelo Phoenix Mercury, foi para a Rússia jogar a pré-temporada, assim como já fizeram várias atletas. Seu contrato para a temporada 2022-2023 é de US$ 227.900. Um valor astronômico para a realidade brasileira, porém, irrisório diante do que ela ganharia na Rússia, antes de voltar aos EUA: mais de US$ 1 milhão por temporada pelo UMKC Ekaterinburg. Ela já fez sete temporadas por lá.

Em junho, Griner se declarou culpada, mas disse que não teve intenção de levar uma substância proibida para a Rússia e nem ferir ninguém.

"Eu cometi um erro honesto e espero que, em sua decisão, isso não acabe com minha vida aqui", disse Griner no tribunal antes de cair em lágrimas. "Meus pais me ensinaram duas coisas importantes: uma, assumir responsabilidades e duas, trabalhar duro por tudo o que você tem. É por isso que me declarei culpada das acusações."