Linguagem neutra na Argentina não é obrigatória Nos últimos meses, alguns órgãos da Argentina emitiram recomendações para o uso de termos e palavras de linguagem neutra, mas não se tratou de uma decisão obrigatória para todos, ao contrário do que o presidente do Brasil Jair Bolsonaro afirmou esta semana.

O assunto é alvo de controvérsia na Argentina. Em junho, a capital Buenos Aires, por exemplo, chegou a publicar uma resolução que proibia expressamente o uso da linguagem neutra em salas de aulas.

Professores deveriam lecionar de acordo com as regras da língua espanhola, suas normas gramaticais e as diretrizes oficiais para seu ensino", não podendo adotar "supostas marcas de gênero inclusivo".

Nem “chiques”, “chicx” ou “chic@s”. Essas expressões que poderiam caracterizar gênero neutro para “chico” ou “chica” (garoto ou garota, em espanhol) foram proibidas nas escolas de Buenos Aires.

A capital argentina não foi a primeira da região a buscar limitar o ensino da linguagem neutra.

Em janeiro, o Uruguai tomou medida semelhante quando publicou uma circular afirmando que, no campo da educação pública, o uso da linguagem "deve obedecer às regras da língua espanhola".

Em outros países da América do Sul, como o Chile, também houve propostas legislativas para impedir o avanço da linguagem neutra.

O uso dessa linguagem também é alvo de muitas polêmicas no português. No Brasil, há diversas tentativas de coibir o uso dessas expressões, e o assunto foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). Outro país que também enfrenta debates sobre o tema é a França.

No Brasil, não há qualquer medida que proíba o uso dessas linguagens de forma nacional. Mas há diversas ações locais contra essas expressões como "menine", "amigue", "elu", "delu", entre outras.