Vereador é alvo de investigação contra quadrilha que planejava furtar trilhos do metrô do Rio A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio deflagraram, na manhã desta quarta-feira (03), a terceira fase da Operação Resina, com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada no furto qualificado de cargas de caminhões.

Segundo as investigações, os criminosos furtavam caminhões com materiais como aço, ferro e resina e, após o furto, se organizavam para distribuir a carga, por meio de receptação qualificada e corrupção ativa e passiva.
De acordo com a polícia, o bando planejava furtar trilhos do metrô do Rio de Janeiro e desviar para o metrô de São Paulo.

Na denúncia encaminhada à 1ª Vara Criminal de Duque de Caxias, o GAECO/MPRJ destaca que os integrantes do grupo criminoso, composto por 21 pessoas denunciadas, associavam-se a funcionários de transportadoras, em geral motoristas de caminhões. Eles gozavam da confiança de seus empregadores, recebiam as mercadorias a serem transportadas e, uma vez de posse de tais bens, entregavam a carga aos demais integrantes do grupo.

Após os furtos, eram confeccionados falsos registros de ocorrência em delegacias distantes do local do suposto roubo e, para a confecção de alguns desses falsos registros, houve a participação de dois policiais civis do Estado de São Paulo, que tiveram seu afastamento determinado pela Justiça. Os dois foram denunciados por corrupção passiva.

A operação cumpre, ainda, 27 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos empresários, proprietários de caminhões, motoristas e intermediários na capital, em Duque de Caxias, Piraí, Mesquita e Nova Iguaçu, além das cidades paulistas de Piracicaba, Ribeirão Pires, Guarulhos e São Paulo; e mandados de busca e apreensão de 12 caminhões utilizados pela organização criminosa para os furtos das cargas.

Um dos alvos de busca é o ex-secretário municipal de Ciência e Tecnologia do Rio e vereador, William Coelho. No gabinete dele, os policiais apreenderam um computador.

Já o pai de William, o ex-policial Edson dos Santos Filho, é um dos cinco presos na ação. Ele foi preso em flagrante em casa com uma pistola com numeração raspada. O ex-policial civil já tem uma condenação por tráfico internacional de armas.