Tráfico de pessoas explora cerca de 2,5 milhões de indivíduos no mundo O sonho das pessoas de terem mais oportunidades na vida, de fugirem de condições de fome e desemprego, as levam ao engano. Muitas são enredadas nas tramas de grupos criminosas, tornando-se vítimas que nem sempre sobrevivem.

O Dia Internacional Contra o Tráfico de Pessoas foi criado em 2013 pela ONU para nos alertar a “ouvir” a voz que grita no olhar, nos gestos e em outras diversas formas por socorro.

Segundo a Convenção das Nações Unidas o tráfico de pessoas é caracterizado pelo "recrutamento, transporte, transferência, abrigo ou recebimento de pessoas, por meio de ameaça ou uso da força ou outras formas de coerção, de rapto, de fraude, de engano, do abuso de poder ou de uma posição de vulnerabilidade ou de dar ou receber pagamentos ou benefícios para obter o consentimento para uma pessoa ter controle sobre outra pessoa, para o propósito de exploração".

De acordo com dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o tráfico de pessoas explora cerca de 2,5 milhões de indivíduos no mundo. Uma pesquisa, realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), revela que o crime só é superado pelo tráfico de drogas e pelo de armas, sendo considerado a terceira atividade ilegal mais praticada em nível internacional.

Dados do último Relatório Nacional sobre o Tráfico de Pessoas, divulgado em 2021 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, apontam que 1.811 brasileiros foram traficados entre 2017 e 2020. No entanto, os números podem ser bem maiores.

Muitas organizações, tanto governamentais como não governamentais, nos últimos anos, vem se instrumentalizando para dar o apoio e atenção jurídica a essas vítimas. Sem dúvida, é um sofrimento que precisa acabar.

Para obter informações sobre o tráfico de pessoas ou fazer uma denúncia, disque 100 ou ligue para o número 180. O sigilo é garantido para os denunciantes.

Também é possível se comunicar com o Serviço de Repressão ao Tráfico de Pessoas da Polícia Federal pelo e-mail: srtp.cgdihc.dicor@pf.gov.br. Caso esteja no exterior, a orientação é buscar a assistência consular do Ministério das Relações Exteriores.