Doze mil pessoas lotam Maracanãzinho em dia de oficialização de Bolsonaro à reeleição Doze mil pessoas compareceram neste domingo (24) ao Maracanãzinho para acompanhar a convenção do PL, que oficializou a candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição.

O número de presentes surpreendeu o partido, uma vez que houve tentativa de boicote por parte dos opositores. Eram esperados 10 mil participantes.

O resultado da aprovação da candidatura, após votação virtual, foi divulgado no ginásio às 11h17. O general Walter Braga Netto também foi confirmado como vice da chapa.

Bolsonaro subiu ao palco ao lado da primeira-dama Michelle e, às 11h30, pegou o microfone. Após citar uma passagem bíblica sobre o valor da "mulher virtuosa", deu a palavra para Michelle abrir os discursos.


Michelle fez agradecimentos, falou sobre patriotismo e elogiou o marido. A primeira-dama também lembrou o episódio da facada sofrida por Bolsonaro na campanha de 2018.

“Vocês estão aqui apoiando um projeto de libertação da nação (...) Quando eu cheguei na Santa Casa e vi meu marido na maca, eu olhei para o teto do hospital e falei ‘o senhor tem controle de todas as coisas’. (…) Essa nação é rica, é próspera. Ela só foi mal administrada. Deus ama essa nação”, disse.

Logo em seguida, Michelle passou o microfone para Bolsonaro que discursou por 1 hora e 9 minutos. Pouco antes do fim, convocou os apoiadores para saírem as ruas "pela última vez" no próximo 7 de setembro.

“Nós somos maioria, nós somos do bem, nós temos liberdade para lutar pela nossa pátria. Convoco todos vocês agora, para que todo mundo, no 7 de setembro, vá as ruas pela última vez", disse.

Enquanto Bolsonaro era ovacionado pelo público, as caixas de som reproduziam o jingle de campanha "Capitão do Povo", dos sertanejos Matheus e Cristiano, que também estiveram presentes ao evento.

Dentre os filhos de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro foi o único em destaque no palco.

Também estiverem presentes ao ginásio os deputados federais Daniel Silveira, Onyx Lorenzoni, Luiz Lima, Carla Zambelli e Hélio Lopes; o senador Romário; o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro; os ex-ministros Eduardo Pazuello e Tarcísio de Freitas; o ex-presidente Fernando Collor de Mello; e o advogado Frederick Wassef.