Revista feminista é criticada por ensinar prática do aborto

Em postagem na rede social Twitter, o perfil verificado da revista AzMina apresenta o que a publicação chama de “protocolo recomendado pela Organização Mundial da Saúde para o aborto com Misoprostol”.



A reportagem da jornalista Helena Bertho, com edição de Thais Folego, explica detalhadamente a forma “mais eficaz” de abortar um bebê utilizando o medicamento, que, segundo o site, é recomendado pela OMS como um método seguro, além da aspiração intrauterina.



A reportagem foi alvo de críticas intensas no Twitter, com muitos usuários alertando a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF).



Uma mulher questionou: “Como que postam esse absurdo? A quantidade de mulheres que vão ler e fazer isso”.



O perfil da revista rebateu:



“500 mil mulheres já colocam suas vidas em risco realizando abortos ilegais Criminalizar e deixar de informar não vai impedir que as mulheres abortem, só vai fazer com que mais mulheres morram tentando abortar.”



Pró-vida



No próximo domingo (22) será realizada a Marcha pela Vida, em São Paulo/SO. O movimento é contra o ativismo judicial e se une à onda celeste que se espalhou por países latino-americanos contra a legalização do aborto e a favor de leis que protejam as duas vidas: a do nascituro e a da gestante.



O movimento internacional que ficou conhecido como Onda Celeste Pró-vida surgiu nos primeiros meses de 2018, frente às tentativas de vários setores políticos de legalizar o aborto em países da América Latina, sobretudo no caso da Argentina, onde a prática foi rejeitada.



A convocatória massiva das manifestações públicas foi bem clara: os povos não querem legalizar o aborto, querem políticas públicas para salvar a vida dos dois.



A Marcha pela Vida começará às 14h30 na Avenida Paulista e caminhará até a Praça Ibrahim Nobre - Obelisco.