Bolsonaro espera que estuprador de gestante apodreça na cadeia

O presidente Jair Bolsonaro (PL) usou suas redes sociais para comentar o caso do médico anestesista que estuprou uma paciente grávida em um hospital em São João de Meriti, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (11).

- É extremamente lamentável que a nossa Constituição não permita sequer que o maldito drupre que abusou de uma paciente grávida anestesiada no RJ apodreça para sempre na cadeia, sem nenhum tipo de privilégio. Direitos humanos é para a vítima, esse que se exploda!

O anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi preso em flagrante após enfermeiras filmarem abusos sexuais cometidos por ele em mulheres sedadas.  Nas imagens que duram 10 minutos, Giovanni tira o órgão sexual da calça e o coloca na boca da paciente que passava por uma cesárea. Quando termina, limpa a boca da mulher.

Violência obstétrica

O estupro cometido pelo anestesista se enquadra como violência obstétrica, que é quando a mulher é desrespeitada, sem controle de sua autonomia, corpo ou ao processo reprodutivo, não podendo se manifestar de forma verbal, física, ou neste caso, sexual, com procedimentos desnecessários ou até mesmo proibidos.

Direitos

O deputado estadual Fábio Silva parabenizou as enfermeiras que conseguiram denunciar e provar o que chamou de atrocidade.

“Mesmo diante de tantas notícias ruins é impressionante a força e a coragem das mulheres. Meus parabéns às enfermeiras que conseguiram denunciar e provar essa atrocidade que vai impedir que outras mulheres sejam violentadas por esse médico. Minha solidariedade e respeito à vítima e à família”, disse o parlamentar.

Ele lembrou que todas as mulheres têm direito a acompanhante durante o trabalho de parto nas Unidades de Saúde Pública do estado do Rio de Janeiro.

Consequências

A Polícia investiga se Giovanni também estuprou outras duas mães que tiveram seus bebês no dia do flagrante. O anestesista está no presídio de Benfica, zona norte do Rio, e,  segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, passará por uma audiência de custódia hoje à tarde.

Em nota, a Fundação Saúde do Estado do Rio de Janeiro e a Secretaria de Estado de Saúde  repudiaram “veementemente” a conduta do médico e se colocaram à disposição da polícia para colaborar com a investigação.

O Conselho Regional de Medicina disse que já abriu investigação sobre o caso e poderá cassar a licença do anestesista.



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