Premiê britânico renuncia após sucessivos escândalos Boris Johnson deixou o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido nesta quinta-feira, 7 de julho, após a renúncia de ministros-chaves e outros funcionários.

Ele disse que permaneceria como primeiro-ministro até que seu substituto fosse escolhido pelo seu partido.

A onda de demissões começou na terça-feira (05), apesar das desculpas de Johnson por não perceberem que Chris Pincher, um ex-ministro encarregado da pastoral, era inadequado para um trabalho no governo depois que denúncias de má conduta sexual foram feitas contra ele.

Pincher deixou o cargo de vice-chefe na semana passada após alegações de que ele apalpou dois homens em um clube de membros privados, mas Johnson foi informado sobre as alegações contra ele desde 2019.

Aqueles que renunciaram ao escândalo disseram que perderam a confiança na capacidade de Johnson de governar pelo interesse nacional.

A crise final ocorreu poucas semanas depois que Johnson sobreviveu a uma votação sem confiança no início de junho de seus próprios membros do Partido Conservador do parlamento por 211 votos a 148.

A liderança de Johnson está sob intenso escrutínio depois que um relatório de um investigador em maio criticou uma cultura de quebra de regras dentro do gabinete do primeiro-ministro em um escândalo conhecido como "Partygate".

O relatório descreveu as festas alcoólicas realizadas pelos funcionários de Downing Street em 2020 e 2021, quando as restrições de pandemia do coronavírus impediram os residentes do Reino Unido de socializar ou mesmo visitar parentes moribundos.

Johnson, de 58 anos, passou meses lutando para manter seu controle sobre o poder depois que a controvérsia o viu se tornar o primeiro primeiro-ministro do Reino Unido que infringiu a lei.