Supervia revela sequestro de trem

Um trem do ramal Gramacho/Saracuruna foi sequestrado no horário do rush, na segunda-feira (16) por homens armados de fuzis, na Zona Norte do Rio. Mas só agora a Supervia, responsável pelo serviço, revelou o caso.



De acordo com a SuperVia, seis bandidos viajaram por cerca de três quilômetros na cabine do maquinista até desembarcarem próximo ao viaduto da Mangueira, em uma parada não programada pela concessionária para os ususários do ramal.



Durante a viagem, o sexteto não atacou os passageiros. Armados com fuzis, os traficantes invadiram a cabine do maquinista de uma composição, por volta das 6h30 de segunda-feira, na estação Manguinhos.



Na ocasião, o trem trafegava no sentido Central do Brasil. Após a partida, os bandidos permanceram ao lado do maquinista, na parada obrigatória na estação Triagem, que fica logo depois de Manguinhos.



Sem perceber o que estava acontecendo, passageiros desembarcaram normalmente na estação, enquanto o restante dos usuários do ramal prosseguiu viagem no sentido Central do Brasill. No trecho entre Triagem e a estação Maracanã, os bandidos obrigaram o maquinista a parar a composição na altura do viaduto da Mangueira, onde desembarcaram.



Logo após a fuga dos traficantes, a concessionária foi avisada do que havia ocorrido e acionou o Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) da Polícia Militar. Os PMs foram até o local, mas ninguém foi preso.



O sequestro ocorreu no mesmo dia em que uma operação da Polícia Militar provocou a interrupção do tráfego ferroviário por mais de uma hora em um outro ramal. Na ocasião, por conta de um tiroteio no Jacarezinho, o ramal de Belford Roxo teve a circulação interrompida.



De acordo com a concessionária, no ano de 2019, já foi preciso alterar a circulação de trens 58 vezes, nos oito ramais explorados pela empresa, por conta de trocas de tiros nas imediações da via férrea.