Catar adverte comunidade LGBTQIA+ a não exibir bandeira do arco-íris durante a Copa O major-general Abdulaziz Abdullah Al Ansari, o militar que ocupa o posto mais alto nas forças de segurança do Catar, declarou à agência de notícias Associated Press, que a segurança de pessoas LGBTQIA+ não pode ser assegurada durante a Copa do Mundo no Catar, que acontece entre novembro e dezembro deste ano.

O major-general afirmou que torcedores estrangeiros são bem-vindos no país e podem fazer o que desejam, desde que de maneira privada. Símbolos LGBTQIA+, como a bandeira arco-íris, não poderão ser exibidos, segundo a autoridade, "para sua própria segurança."

Abdulaziz argumentou ainda que os moradores do Catar não vão deixar de seguir a religião islâmica, e de respeitar as diretrizes da interpretação local da sharia (conjunto de leis islâmicas), só porque há um campeonato da FIFA no país.

“Durmam juntos. Isso é algo que não é da nossa conta. Estamos aqui para administrar o torneio. Mas aqui não podemos mudar as leis. Você não pode mudar a religião por 28 dias de Copa do Mundo.”

O major-general também declarou que os ativistas devem evitar se posicionar publicamente no país durante o evento. “Você quer demonstrar sua visão sobre o movimento, demonstre-a em uma sociedade onde ela será aceita. Assista ao jogo. Isso é bom. Mas não venha e insulte toda a sociedade por causa disso.”

Esta será a primeira Copa do Mundo no Oriente Médio e o Catar é um país de maioria islâmica. Ainda que menos radical que a Arábia Saudita, é um país onde ser homossexual é considerado um crime.

Vale lembrar que a Fifa proíbe manifestações políticas e religiosas de jogadores, com mensagens em camisetas, por exemplo.