Passageiro morto em trem da Supervia era ex-paraquedista

Nem só de atrasos vivem os trens da supervia. Agora também tem assassinatos. A polícia investiga a morte de um garçom na tarde de ontem, em uma composição do ramal Santa Cruz, na estação de Deodoro, zona oeste do Rio de Janeiro.

A câmera de segurança próxima ao local do crime foi coberta com fitas pelo próprio assassino, segundo testemunhas. A vítima foi identificada como Jairo Jonatan, de 24 anos, que trabalhava como garçom no Maracanã, na zona norte, e era ex-paraquedista.

Jairo foi morto com um só tiro disparado por outro passageiro. Depois do assassinato, outros passageiros ainda pegaram objetos da vítima e fugiram.

A mãe de Jairo desmentiu a informação de que o jovem portava uma arma no momento do crime. Segundo Gisele, seu filho seguia para o trabalho e não tinha arma.

Ela contou ainda que sua família é evangélica e está muito abalada com a morte brutal de Jairo, que deixa um filho de 3 anos. A família espera que a Supervia seja responsabilizada por permitir a entrada de um homem armado, que ainda teve tempo para cobrir uma câmera de segurança com fitas adesivas.

De acordo Gisele, até esta manhã ela não havia recebido nenhum contato da concessionária de trens do Rio, nem ao menos um gesto de solidariedade e apoio.

Em nota, a Supervia informou que acionou o Corpo de Bombeiros e o Grupamento de Policiamento Ferroviário para as “providências necessárias”. A Delegacia de Homicídios da Capital disse que esteve no local para fazer a perícia. Outras câmeras de segurança do trem serão analisadas para identificar o criminoso. A polícia do Exército também esteve no local do assassinato. Jairo deixa um filho.