Bolsonaro aciona ministérios para apurar abusos no caso de estupro e aborto envolvendo menina em SC O presidente Jair Bolsonaro se manifestou após o Ministério Público Federal anunciar que uma menina de 11 anos, estuprada em Santa Catarina, interrompeu uma gravidez de 29 semanas. Segundo ele, tanto a menina quanto o feto de 7 meses são vidas que precisavam ser preservadas. Ele acionou o ministério da Justiça para apurar os abusos cometidos nesse caso.

Bolsonaro criticou os favoráveis ao aborto, acusando-os de promover uma barbárie. O presidente disse ainda que, por enxergar o sofrimento das vítimas e a covardia dos estupradores, sempre lutou por penas mais duras para este crime, inclusive a castração química.

“Para nós, tanto a criança de 11 anos quanto o bebê de 7 meses são vidas que precisam ser preservadas. Para vocês e todos os que promoveram essa barbárie, somente uma dessas vidas importam e a outra pode ser descartada numa lata de lixo, mesmo que exista chance de se evitar isso”, tuitou o presidente.

“Um bebê de SETE MESES de gestação, não se discute a forma que ele foi gerado, se está amparada ou não pela lei. É inadmissível falar em tirar a vida desse ser indefeso”, continuou.

“É por enxergar o sofrimento das vítimas e a covardia dos estupradores, que sempre lutei por penas mais duras para este crime, inclusive a castração química. Insensibilidade é promover em rede nacional um abraço quase que romântico a um preso condenado por estupro de vulnerável”, prosseguiu usando como referência a imagem que o Dr. Dráuzio Varella aparece no programa Fantástico, da Globo, abraçando um presidiário que cumpria pena por estupro.

Bolsonaro disse ainda que solicitou ao Ministério da Justiça e ao Ministério da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos que “apurem os abusos cometidos pelos envolvidos nesse processo que causou a morte de um bebê saudável com 7 meses de gestação, da violação do sigilo de Justiça e do total desprezo pelas leis e princípios éticos, à exposição de uma menina de 11 anos”.

As investigações sobre caso de estupro seguem em segredo de Justiça, mas há suspeitas que o crime tenha sido cometido dentro da casa da menina, possivelmente por um parente, e envolveu outra criança. O caso ganhou repercussão após o jornal The Intercept acusar uma juíza de induzir a menina a desistir do aborto.