Menina de 11 anos é submetida a aborto, diz MPF

A menina de 11 anos, vítima de um estupro em Santa Catarina, foi submetida a um aborto, segundo informou o Ministério Público Federal (MPF), no começo da tarde desta quinta-feira (23). De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, o procedimento de interrupção de gestação foi realizado ontem (22).

O hospital onde o aborto foi feito havia recebido recomendação do MPF para realizar o procedimento nos casos autorizados por lei, independentemente de autorização judicial, idade gestacional ou tamanho do feto.

Em comunicado, o MPF informou que o hospital "comunicou à Procuradoria da República, no prazo estabelecido, que foi procurado pela paciente e sua representante legal e adotou as providências para a interrupção da gestação da menor".

A mãe da criança tentou submeter a filha ao aborto na 22a semana de gestação. No entanto, a juíza Joana Ribeiro encaminhou a adolescente a um abrigo a pedido da Vara da Infância, uma vez que há suspeita de que a violência sexual tenha ocorrida na casa onde a menina mora.

Repercussão

O caso ganhou repercussão nacional. Enquanto entidades como a OAB queriam que a menina abortasse, já que o procedimento é previsto em lei para casos de estupros, cristãos se manifestaram contrários.

O pastor Antônio Júnior, um dos mais populares nas redes sociais, foi um dos que se posicionaram em favor da vida. Ele chegou a publicar um texto em sua página no Instagram:



Olá irmãos, este é um assunto polêmico e muitas pessoas me pediram para comentar sobre o caso da menina de 11 anos que engravidou ao ter sido abusada e foi proibida de realizar o aborto por causa da decisão de uma juíza.

A minha opinião é que já são muitos os traumas que essa criança está enfrentando e ainda querem incluir mais um na lista. O aborto não vai apagar o trauma do abuso, pelo contrário, ele vai piorar o transtorno psicológico da menina que, ao passar dos anos, terá de carregar o peso na consciência de que foi obrigada a matar um bebê no seu ventre.

Muitos acham que o aborto trará alívio e conforto, tratando o feto como se fosse o problema dessa história toda. Mas as consequências do abuso não se apagam cometendo outro grande abuso. Por que preferir o trauma do parto de um bebê morto ao parto de um bebê vivo?

O feto já está no 7º mês de formação e tem CHANCES de vida fora do útero. Se há chances, por que desistir tão fácil desse bebê que está quase pronto para nascer? Eu como cristão, que sigo e baseio as minhas opiniões na Palavra de Deus, me posiciono de forma contrária ao aborto, pois acredito e defendo o caminho da vida.

Sei que muitos desses que defendem o aborto são pessoas que pelo menos uma vez na sua vida já desejaram não terem nascido, e jogam as suas frustrações em bebês inocentes. Mas eu oro e creio que a morte não irá prevalecer!

A Bíblia diz: “Aquele que me fez no ventre materno, não os fez também? Não foi o Senhor que nos formou, a mim e a eles, no interior de nossas mães?” (Jó 31:15)

Caso a mãe da menina, responsável por ela, não queira ficar com o bebê, ele pode ser entregue à adoção. Existem muitas possibilidades pra quem busca a vida. Já quem busca a morte, está condenado a viver uma vida de escuridão.

Peço que os irmãos permaneçam em oração sobre esse caso. Que Deus abençoe a todos!